03 Junho, 2013

E Agora... O Lisboa Mistura!

O Festival Lisboa Mistura -- sempre organizado pela Sons da Lusofonia -- integra este ano o programa das Festas de Lisboa. Aqui vai: «Lisboa Mistura – Músicas do Mundo O Lisboa Mistura, desde 2006 um projecto intercultural com um sólido percurso, renova-se em 2013 integrando o programa das Festas de Lisboa. Para este desafio, a Associação Sons da Lusofonia e a EGEAC convidaram um grupo de consultores para a programação do Lisboa Mistura – Músicas do Mundo. Deste colectivo nasce um Lisboa Mistura renovado e assume-se como um novo espaço cultural, destinado ao conhecimento e à inscrição de novas linguagens e tendências culturais. Num diálogo intemporal entre o Castelo, metáfora de todas as origens, e o Martim Moniz, novo fórum de uma cidade contemporânea e diversa, em Junho, o Lisboa Mistura, que volta a trazer, com as Oficinas Portáteis de Arte os bairros da periferia ao centro, reafirma inequivocamente a nossa vocação de cidade-mundo. Programa: 13 Junho 22h, Martim Moniz Kiran Ahluwalia (Índia; na foto) 23h30, Martim Moniz Baloji (Congo) 14 Junho 22h, Castelo de São Jorge Aziz Sahmaoui & The University of Gnawa (Marrocos) 15 Junho 22h, Castelo de São Jorge Tony Allen (Nigéria) 20 Junho 22h, Castelo de São Jorge Kouyate – Neerman (Mali) 21 Junho 22h, Castelo de São Jorge Zap Mama (Bélgica) 22 Junho 22h, Martim Moniz Family Atlantica (Venezuela) 23h30, Martim Moniz Omar Souleyman (Síria) 14 > 22 Junho 18h30, Martim Moniz OPA – Oficinas Portáteis de Arte Preços Castelo de S. Jorge: 8€ Praça Martim Moniz: Gratuito Mais informações http://www.sonsdalusofonia.com/ https://www.facebook.com/associacaosonslusofonia http://www.festasdelisboa.com/festas2013/evento/lisboa-mistura-festival-musicas-do-mundo/

FMM de Sines - O Programa Completo!

Aqui vai, com horários definitivos e tudo mais em baixo: «FMM Sines anuncia alinhamento completo do programa de concertos Com 43 espetáculos entre 18 e 27 de julho, será o maior programa de música da história do festival, para comemorar o seu 15.º aniversário. De Hermeto Pascoal a Rokia Traoré, de Trilok Gurtu a Femi Kuti (na foto), Sines volta a convidar o público para ver ao vivo os melhores artistas do mundo e para ouvir a música que exprime o sentir dos povos e a diversidade da voz humana. Na organização e logística, destaque para a descida do preço dos bilhetes em cerca de 33% e para o regresso do palco da praia à Avenida Vasco da Gama. Criado em 1999, o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, festival de serviço público organizado pela Câmara Municipal de Sines, consolidou-se na última década e meia como o principal acontecimento português no campo das músicas de cruzamento e de renovação da música de raiz tradicional. É também um dos festivais internacionais mais importantes do universo da “world music”, há quatro anos consecutivos destacado como tal pela revista britânica Songlines. No programa desta edição comemorativa dos 15 anos, figuram regressos de alguns dos artistas que mais se destacaram no percurso do festival e estreias de projetos que mostram o presente e o futuro das músicas do mundo. Entre os regressos, contam-se alguns dos artistas mais inovadores e conceituados da música mundial, como são os casos do brasileiro Hermeto Pascoal, dos malianos Rokia Traoré e Amadou & Mariam, do nigeriano Femi Kuti, do argelino Rachid Taha e do indiano Trilok Gurtu (acompanhado do jovem pianista arménio Tigran Hamasyan). Também regressam, com discos novos, os bósnios Dubioza Kolektiv, os norte-americanos Barbez e Hazmat Modine e a cantora natural da ilha de Reunião Nathalie Natiembé. No lote das estreias, destacam-se bandas como Lo’Jo, melhor grupo dos prémios Songlines 2013, o príncipe do qawwali Asif Ali Khan, os tuaregues Tamikrest, a big band japonesa Shibusa Shirazu Orchestra, a rapper norte-americana Akua Naru, o congolês Baloji, os chineses Dawanggang e os músicos globais Skip & Die. O Mali, que tem atravessado dias difíceis recentemente, com conflitos bélicos e religiosos que colocaram em questão a própria sobrevivência da música como expressão artística em algumas partes do país, merece atenção especial no alinhamento, com cinco concertos programados, do multipremiado Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba ao projeto lisboeta de cruzamento entre a eletrónica e a música maliana Imidiwan. A Colômbia deixa um sabor tropical no FMM Sines 2013 com a estreia de dois exemplos de modernidade no tratamento das músicas tradicionais: Ondatrópica e Bomba Estéreo. A música feita em Portugal tem 11 espetáculos programados, começando, alfabeticamente, em Batida, projeto de fusão afroeletrónica em ascensão internacional, e terminando na Orquestra Locomotiva, orquestra sinfónica constituída por alunos e professores de música oriundos de Sines e outras cidades, vilas e aldeias do Alentejo Litoral. Carlos Bica com o seu trio “Azul”, Celina da Piedade, Custódio Castelo, Gaiteiros de Lisboa, JP Simões, MU e O Carro de Fogo de Sei Miguel são outros projetos portugueses presentes, misturando regressos de artistas com uma longa história no FMM a estreias há muito tempo esperadas. Dos países de língua portuguesa em África e nas Américas, além de Hermeto Pascoal, o festival apresenta a banda nordestina Cabruêra, a artista angolana Aline Frazão e dois dos compositores mais interessantes da música cabo-verdiana: Tcheka e Jon Luz. A riqueza da Europa distribui-se por todo o alinhamento do festival, destacando-se a presença da nova geração do flamenco - cantada, tocada e bailada em Extremadura Territorio Flamenco -, da folk dos ucranianos DakhaBrakha, da voz catalã e ibérica de Sílvia Pérez Cruz e da simplicidade nórdica da norueguesa Mari Kvien Brunvoll. É também da Europa que partem algumas das mais interessantes ideias de cruzamentos, como o encontro franco-jamaicano Winston McAnuff & Fixi, o encontro belga-marroquino Hassan El Garidi & Trance Mission e encontro holandês-senegalês Reijseger Fraanje Sylla. A distribuição dos concertos pelos dias e pelos palcos terá pequenas alterações em relação a 2012. No primeiro fim de semana (18, 19 e 20 de julho), os espetáculos terão lugar apenas no Castelo, com um concerto à tarde e quatro concertos à noite. Na segunda-feira e terça-feira (22 e 23 de julho) haverá dois concertos diários no auditório do Centro de Artes de Sines. Entre quarta-feira e sábado (24, 25, 26 e 27 de julho) haverá seis concertos diários, dois no palco junto à Praia Vasco da Gama (um ao fim da tarde e um ao fim da noite) e quatro concertos no Castelo (um à tarde e três à noite). Seguindo uma prática do festival desde a primeira edição, não se realizam concertos em simultâneo, permitindo ao público, se assim quiser, assistir ao alinhamento integral do festival. O palco da Praia Vasco da Gama, que em 2012, devido às obras de requalificação da avenida com o mesmo nome, foi instalado num espaço contíguo ao rochedo Pontal, regressa este ano à avenida. Será montado numa disposição semelhante à de 2011, voltado a sul, sobre a secção de pavimento da avenida concluída, das Escadinhas do Muro da Praia para nascente, com apoio das Tasquinhas. Outra novidade desta edição é a redução do preço dos bilhetes diários para os concertos noturnos no Castelo, que passam dos 15 para os 10 euros, uma redução de 33% em relação a 2012, justificada pela situação económica que o país atravessa. A entrada permanente / passe para os mesmos concertos custa 50 euros. Além disso, o FMM Sines continuará a oferecer uma generosa programação de concertos de entrada livre: todos os sete realizados no Castelo à tarde e todos os oito realizados na Avenida Vasco da Gama. As duas noites de música no Centro de Artes custam 5 euros cada. O programa de iniciativas paralelas do festival será anunciado em breve. O FMM Sines 2013 é cofinanciado pela Rede Urbana Mobilidade Inovação e Memória / Rede de Cidades do Litoral Alentejano, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013, com fundos FEDER / UE. Conta também com o apoio em mecenato da Galp Energia – Refinaria de Sines, entre outras empresas e entidades. FMM SINES 2013: PROGRAMA DE CONCERTOS Quinta, 18 de julho 18h30 [C] Custódio Castelo (Portugal) * 21h30 [C] Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali) 23h00 [C] Hazmat Modine (EUA) 00h30 [C] Amadou & Mariam (Mali) 02h00 [C] Cabruêra (Brasil) Sexta, 19 de julho 18h30 [C] Celina da Piedade (Portugal) * 21h30 [C] Barbez (EUA) 23h00 [C] Lo'Jo (França) 00h30 [C] Baloji (R. Congo / Bélgica) 02h00 [C] Dubioza Kolektiv (Bósnia-Herzegovina) Sábado, 20 de julho 18h30 [C] Reijseger Fraanje Sylla (Holanda / Senegal) * 21h30 [C] JP Simões (Portugal) 23h00 [C] DakhaBrakha (Ucrânia) 00h30 [C] Hermeto Pascoal (Brasil) 02h00 [C] Batida (Portugal / Angola) Segunda, 22 de julho 22h00 [A] Jon Luz (Cabo Verde) 23h00 [A] Mari Kvien Brunvoll (Noruega) Terça, 23 de julho 22h00 [A] Sílvia Pérez Cruz (Catalunha - Espanha) 23h00 [A] Aline Frazão (Angola / Portugal) Quarta, 24 de julho 18h30 [C] Orquestra Locomotiva de Sines (Portugal) * 20h00 [P] MU (Portugal) * 21h45 [C] Tcheka (Cabo Verde) 23h15 [C] Hassan El Gadiri & Trance Mission (Marrocos / Bélgica / Portugal) 00h45 [C] Nathalie Natiembé (Ilha Reunião - França) 02h45 [P] O Carro de Fogo de Sei Miguel (Portugal) * Quinta, 25 de julho 18h30 [C] Carlos Bica “Azul”, com Frank Möbus e Jim Black (Portugal / EUA) * 20h00 [P] Imidiwan (Portugal / Mali) * 21h45 [C] Extremadura Territorio Flamenco (Extremadura - Espanha) 23h15 [C] Asif Ali Khan & Party (Paquistão) 00h45 [C] Rokia Traoré (Mali) 02h45 [P] Ondatrópica (Colômbia) * Sexta, 26 de julho 18h30 [C] Gaiteiros de Lisboa (Portugal) * 20h00 [P] Winston McAnuff & Fixi (Jamaica / França) * 21h45 [C] Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia) 23h15 [C] Rachid Taha (Argélia / França) 00h45 [C] Shibusa Shirazu Orchestra (Japão) 02h45 [P] Bomba Estéreo (Colômbia) * Sábado, 27 de julho 18h30 [C] Cristina Branco (Portugal) * 20h00 [P] Dawanggang (China) * 21h45 [C] Tamikrest (Povo Tuaregue - Mali) 23h15 [C] Akua Naru (EUA / Alemanha) 00h45 [C] Femi Kuti & The Positive Force (Nigéria) 02h45 [P] Skip & Die (África do Sul / Holanda) * [C] Castelo [A] Centro de Artes de Sines [P] Avenida da Praia (ou Vasco da Gama) (*) Concerto de entrada livre Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines»

21 Maio, 2013

Oumou Sangaré, Hedningarna e Anthony B no Med de Loulé 2013!

Vem aí outro Med! Ainda falta saber quem são os artistas e bandas que sobem aos palcos secundários, mas quem actua nos principais são estes: «FESTIVAL MED DE LOULÉ COMEMORA A SUA 10ª EDIÇÃO A 28 E 29 DE JUNHO COM CARTAZ DE LUXO Dia 28 Dead Combo, Samuel Úria, Oumou Sangaré, Miguel Araújo, Aline Frazão, Tulipa Ruiz, Dj Hugo Mendez "Sofrito" Dia 29 Hedningarna, Anthony B, Silvia Pérez Cruz, Kumpania Algazarra, Cuca Roseta, Dona Gi, Batida Dj set É já nos próximos dias 28 e 29 de Junho que as irresistíveis ruas, vielas e praças do centro histórico de Loulé serão novamente invadidas por milhares de pessoas em busca da melhor música, artesanato e gastronomia vindo um pouco de todo o Mundo. O evento, uma organização da Câmara Municipal de Loulé e que assinala este ano a sua décima edição, promete muitas horas de profunda animação, de experiências inesquecíveis e de muitas descobertas. Na música, o prato forte de todas as edições do certame louletano, estão prometidas emoções fortes com um luxuoso programa de actuações: Desde logo atenções centradas nesse fenómeno de popularidade na cena reggae internacional que é o jamaicano Anthony B, dono de uma legião de fãs no nosso país e que sobe ao palco da Matriz no segunda dia do evento. Outro ponto alto do festival será o regresso a Portugal, após vários anos de ausência, de uma das bandas mais míticas e relevantes dos últimas duas décadas na Europa, os revolucionários, aclamados pela crítica e sempre vanguardistas Hedningarna, da Suécia, bem como a estreia no festival algarvio da grande diva da música africana, e activista cívica pelos direitos das mulheres, a Embaixadora da Boa-Vontade da ONU e vencedora de um Grammy, Oumou Sangaré, do Mali. O programa do MED 2013 faz uma aposta clara numa nova geração de cantautoras no feminino que está a impressionar o mercado internacional da música: a catalã Silvia Perez Cruz é, neste momento, uma das artistas mais acarinhadas pelo público e pela crítica de Espanha. Tudo por causa de "11 de Noviembre", o seu disco de estreia que chegou aos escaparates durante o ano passado. Loulé testemunhará o primeiro concerto completo de Silvia Perez Cruz em território nacional após um ano em que a artista de Barcelona coleccionou prémios e honrarias. Quem também visitará Loulé no final de Junho é a talentosa brasileira Tulipa Ruiz, uma das grandes promessas da sempre dinâmica música brasileira. No primeiro dia do MED, o Palco da Cerca abrirá hostilidades com a sensacional angolana Aline Frazão, que esta semana lançou para o mercado o seu segundo disco, "Movimento", e que em muito pouco tempo já deixou rendida a crítica especializada de toda a Europa. O contingente nacional da edição deste ano do certame de Loulé é também de alto nível e, como é habitual, promove alguns dos mais interessantes projectos recentes da música portuguesa. Dos aclamados e cinematográficos Dead Combo, à excelência da escrita de canções em português por Miguel Araújo e Samuel Úria. Da grande vedeta do fado que já é Cuca Roseta à contagiante e contemporânea celebração popular que representam as actuações dos Kumpania Algazarra ou dos Dona Gi. Quem quiser testemunhar o momento dourado vivido pelo jazz nacional deve acompanhar os concertos de duas das mais vibrantes vozes do panorama nacional em concertos intimistas de voz e piano num novo espaço que o MED estreia este ano: o palco do Convento. Elisa Rodrigues, acompanhada pelo pianista algarvio Júlio Resende, e Sofia Vitória, em projecto de homenagem a Chico Buarque dividido com Luís Figueiredo ao piano. Por fim, para os mais resistentes, as duas noites do MED 2013 terminarão com apelos à dança vindos dos pratos de Hugo Mendez (Sofrito), badalado dj londrino com créditos firmados a fazer abanar ancas com sons afro-latinos, e de BATIDA, que começou por ser o programa semanal de Pedro Coquenão na Antena 3 e RDP África, se transformou no seu disco de estreia, na também inglesa Soundway Records e depois num show, que passou pelos maiores palcos internacionais e nacionais, incluindo uma inesquecível passagem por Loulé há 2 anos, regressa agora sozinho para um Dj Set. Os bilhetes diários para a edição 2013 do Festival Med custam 12 euros e podem ser adquiridos nos dias do evento no próprio local. www.festivalmed.pt»

16 Maio, 2013

Festim 2013 - O Programa Completo!

E mais uma barrigada de bons concertos se aproxima, todos no magnífico Festim, que decorre em vários concelhos do centro do país. Aliás, com nomes como os de Rabih Abou-Khalil com Ricardo Ribeiro (Líbano/Portugal), Wazimbo (Moçambique), Susheela Raman (Índia; na foto), D'Callaos (Espanha), The Klezmatics (EUA) e H'Sao (Chade) nem outra coisa seria de esperar. Este ainda não é o comunicado oficial, mas já dá para ter uma ideia: «Rabih Abou-Khalil (Líbano) Com um percurso musical à escala do globo, Rabih Abou-Khalil desconstrói as fronteiras estéticas e mistura a tradição árabe com jazz, rock e música erudita, elevando a interpretação do alaúde a um sublime virtuosismo, em sonoridades atrevidas e, ao mesmo tempo, magnéticas. Foi neste exercício de ousadia musical que surgiu a fusão do músico libanês com o Fado e a voz apaixonante de Ricardo Ribeiro. Este ano no Festim, um encontro a não perder! Rabih Abou-Khalil alaúde Ricardo Ribeiro voz Luciano Biondini acordeão. Wazimbo (Moçambique) Muito calor africano ao ritmo da ‘marrabenta’, género típico de Maputo, é o que podemos esperar dos concertos de Wazimbo no Festim. Uma das maiores vozes de Moçambique, o carismático e veterano artista engrossou a presença da lusofonia na world music nos últimos anos, com várias tournées internacionais. Nas cruzadas influências da música moçambicana com o folk e a pop, Wazimbo traz ao Festim uma performance de "arrabentar"! Wazimbo voz Deodato Siquir bateria e voz Olli Rantala baixo eléctrico David Back piano. Susheela Raman (Índia) Todo o misticismo e ancestralidade da Índia pela voz poderosa e envolvente de Susheela Raman. Criada no contexto urbano ocidental, mas de ascendência cultural Tamil, a música tradicional deste povo indiano ganha nova expressão com a fusão de jazz-folk e pop que a cantora naturalmente provoca. Os seus concertos tanto nos levam a viajar pelos sons mais enigmáticos, como a fazer parte de um verdadeiro transe colectivo. Só mesmo no Festim! Susheela Raman voz Sam Mills guitarra Aref Durvesh tablas Pirashanna Thevarajah percussão. H’Sao (Chade) Da aridez do deserto do Chade, no centro de África, chega-nos a cumplicidade a 4 vozes dos H'Sao. Em estreia absoluta em Portugal, estes irmãos e amigos de infância cruzam na perfeição os ritmos afro com o jazz e o gospel. Alternam um impressionante registo a capella com o virtuosismo enquanto instrumentistas. A intensidade e energia vital das suas performances fazem de H’Sao a grande revelação da francofonia africana. Afro-pop a vozes para fechar, da melhor forma, o Festim 2013! Israel Rimtobaye voz + piano Caleb Rimtobaye voz + guitarra Mossbasss Rimtobaye voz + baixo Dono Bei Ledjebgue voz + bateria. The Klezmatics (EUA) O Festim cruza o Atlântico para trazer o mais conceituado grupo de música klezmer do mundo. Oriundos do turbilhão multicultural de Nova Iorque, este quinteto faz de cada concerto uma celebração vibrante das mais antigas melodias judaicas com contagiantes influências contemporâneas, como o rock e o jazz norte-americano. The Klezmatics são uma verdadeira instituição, um nome maior para a galeria do Festim! Lorin Sklamberg guitarra, acordeão, piano Matt Darriau sax, clarinete, flauta Lisa Gutkin violino Paul Morrissett baixo Richie Barshay bateria. D’Callaos (Espanha) Novo flamenco em ebulição. Junte-se a rumba catalana, boas pitadas de jazz e um cheirinho de pop-rock: eis a fusão que chega de Barcelona pela imaginação e talento dos D'Callaos, uma banda que tem na encantadora performance de “La Canija’, cantora de um exuberante talento, a marca da frescura da sua música. Uma performance acústica, directa ao coração do público, sem purismos mas com toda a alma. A reinvenção flamenca invade os palcos do Festim! Maribel Martín ‘La Canija’ voz Daniel Felices guitarra flamenca Carlos Felices contrabaixo Sergio Martín percussão. Calendário: Rabih Abou-Khalil e Ricardo Ribeiro (Líbano/Portugal) Sex 21 Junho ÁGUEDA Sáb 22 Junho ESTARREJA Wazimbo (Moçambique) Sex 28 Junho ALBERGARIA-A-VELHA Sáb 29 Junho SEVER DO VOUGA Susheela Raman (Índia) Sex 5 Julho ALBERGARIA-A-VELHA Sáb 6 Julho SEVER DO VOUGA D'Callaos (Espanha) Qui 11 Julho ÁGUEDA Sex 12 Julho ALBERGARIA-A-VELHA The Klezmatics (EUA) Qui 18 Julho ÁGUEDA Sex 19 Julho ALBERGARIA-A-VELHA Sáb 20 Julho SEVER DO VOUGA H'Sao (Chade) Qui 25 Julho ÁGUEDA Sex 26 Julho AVEIRO

14 Maio, 2013

Batida, Aline Frazão e Mu no FMM de Sines

Mais seis (e sempre a contar!): «Do Japão a Marrocos, mais música com espírito de aventura confirmada em Sines O programa do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2013 ultrapassa já as três dezenas de concertos confirmados. Somando-se aos 25 projetos musicais anteriormente anunciados, confirmamos a presença de mais seis: Shibusa Shirazu Orchestra (Japão), Reijseger Fraanje Sylla (Holanda / Senegal), Batida (Portugal / Angola), Hassan El Gadiri & Trance Mission (Marrocos / Bélgica / Portugal), Aline Frazão (Angola / Portugal; na foto) e MU (Portugal). Shibusa Shirazu Orchestra é uma das orquestras mais espetaculares da música ao vivo mundial. Fusão entre teatro, dança e jazz “big band”, com cerca de 20 elementos em palco (músicos, cantores, dançarinos e atores), tem espantado públicos um pouco por todo o mundo, desde o festival de Glastonbury ao Fuji Rock Festival, que encerraram quatro anos consecutivos. O violoncelista Ernst Reijseger é um dos músicos mais prestigiados do jazz europeu. Em Reijseger Fraanje Sylla junta-se ao pianista também holandês Harmen Fraanje e ao cantor e percussionista senegalês Mola Sylla num projeto de jazz em que cabem todas as músicas. Em Sines, apresentam o disco que acabam de lançar em trio, “Down Deep”. A música afroeletrónica de Batida, um dos projetos portugueses com maior projeção internacional neste momento, faz-se em Lisboa, com um pé em Luanda e os olhos no mundo. Depois da sua primeira presença no Festival Músicas do Mundo, em 2010, Sines vai voltar a sentir a música do projeto liderado por Pedro Coquenão em 2013, com novo “show” e novos temas. O FMM Sines continua a ter uma forte representação das músicas de cruzamentos. Juntando um grupo de músicos marroquinos, liderado pelo mestre Hassan El Garidi, a um grupo de músicos europeus, liderado por Grégoire Tirtiaux, Trance Mission funde o gnawa, música de transe marroquina, o jazz e o afrobeat numa experiência rítmica libertadora. Luandense a viver em Lisboa, com influências dos universos musicais do Brasil (bossa nova e MPB, sobretudo), de Cabo Verde e do jazz, a cantautora Aline Frazão é uma artista emergente nas músicas de língua portuguesa. Com um primeiro disco em nome próprio, “Clave Bantu”, lançado em 2011, Aline estreia-se em Sines no ano em que se prepara para lançar o seu segundo disco a solo. O mundo inteiro em palco, MU é um dos projetos de fusão de músicas tradicionais mais maduros formados no nosso país. Em 2009, venceram o Prémio Carlos Paredes com o álbum “Casa Nostra” e em 2012 voltaram a marcar a folk nacional com o disco “Folhas que Ardem”. Atuam pela primeira vez no FMM no ano em que comemoram 10 anos de carreira. Sobre o FMM Sines 2013 O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior acontecimento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal. Em 2013, o festival realiza-se entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição. O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição. Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos seguintes artistas (por ordem alfabética): Akua Naru (EUA / Alemanha), Amadou & Mariam (Mali), Asif Ali Khan & Party (Paquistão), Baloji (R. D. Congo / Bélgica), Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali), Bomba Estéreo (Colômbia), Carlos Bica “Trio Azul” (Portugal), Celina da Piedade (Portugal), Cristina Branco (Portugal), Custódio Castelo (Portugal), DakhaBrakha (Ucrânia), Dubioza Kolektiv (Bósnia-Herzegovina), Femi Kuti & The Positive Force (Nigéria), Gaiteiros de Lisboa (Portugal), Hazmat Modine (EUA), Hermeto Pascoal (Brasil), JP Simões (Portugal), Lo’Jo (França), Ondatrópica (Colômbia), Rachid Taha (Argélia / França), Rokia Traoré (Mali), Skip & Die (África do Sul / Holanda), Tamikrest (Mali – Povo Tuaregue), Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia) e Winston McAnuff & Fixi (Jamaica / França). O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines SHIBUSA SHIRAZU ORCHESTRA (Japão) Há a loucura do mal e a loucura do bem. Shibusa Shirazu Orchestra é a loucura do bem, uma performance teatral cruzada com uma avalanche orquestral e um sentido de humor que Frank Zappa não desdenharia apadrinhar. Músicos, cantores, dançarinos, atores, num total de cerca de 20 elementos, vão encher o palco do Castelo como nunca se viu, em movimento, colorido e desconcerto. Para o público europeu, a componente de dança “butoh”, uma dança do absurdo, do grotesco e do tabu, com raízes na cultura de protesto japonesa, será a mais surpreendente, mas o verdadeiro escândalo chega da música em si, uma orquestra de metais, cordas e percussões nos limites delirantes do jazz, com influências japonesas, rock, funk, ska, música latina e balcânica e improvisação. Criada em 1988 pelo baixista Daisuke Fuwa, seu líder de sempre, a orquestra tem espantado públicos um pouco por todo o mundo, desde Glastonbury ao Fuji Rock Festival, que encerraram quatro anos consecutivos. Em japonês “shibusa shirazu” significa “nunca estejas composto”, no extremo oposto da postura elegante das “big bands” clássicas. Esta é a “big band” menos clássica do mundo e este espetáculo vai ser um marco do FMM. REIJSEGER FRAANJE SYLLA (Holanda / Senegal) O holandês Ernst Reijseger é um dos grandes músicos europeus do nosso tempo, um violoncelista explorador que descobrimos constantemente pisando caminhos novos na música erudita contemporânea, no jazz vanguardista, na música improvisada e nas fusões étnicas. Neste projeto junta a sua sensibilidade à de dois dos seus companheiros de aventura preferidos, Harmen Fraanje, pianista, holandês como ele, e Mola Sylla, cantor e percussionista senegalês radicado na Holanda, que têm trabalhado juntos em vários projetos, entre os quais bandas sonoras de filmes do mestre alemão Werner Herzog. “Down Deep”, o disco que lançaram este ano, tem linhas de expressão melódica de levar às lágrimas, ao mesmo tempo que há sempre uma película de dissonância e ruído que parece rodear a beleza, defendendo-lhe o flanco do ataque das emoções fáceis. Quando Sylla canta em Wolof e nos faz lembrar um mbalax ao retardador, quando Fraanje traça uma linha de piano que recorda os voos do jazz nórdico, quando Reiseger toca uma versão contrariada de uma das mais emotivas árias da ópera, nada é típico, nada é imediato, nada é direto, mas é tudo muito belo. BATIDA (Portugal / Angola) Nascido no Huambo e criado nos subúrbios de Lisboa, Pedro Coquenão é o luso-angolano que criou a Batida. O sonho que está a viver com este projeto, que é o sonho de unir através da música as duas metades da sua identidade, começou na rádio, em particular quando fundou o coletivo Fazuma e se dedicou a promover música e artistas independentes e a produzir videoclipes e documentários ligados à música mestiça. Batida tem esta marca multidisciplinar, em que a música se expande pelo vídeo, dança, poesia, fotografia, documentário e rádio, num movimento perpétuo de procura de cúmplices artísticos. Resultado de muitas viagens, escutas e experiências, a estética encontrada combina a música angolana dos anos 60 e 70 com a música urbana atual. “Batida”, o álbum, foi lançado internacionalmente pela Soundway Records em 2012, com um coro elogioso da crítica, destacando-se a voz da revista Songlines, para quem Batida “muda o cenário da música afroeletrónica do século XXI”. Depois de fechar o FMM em 2010, Batida regressa em 2013 como um dos projetos portugueses mais internacionais do momento. Há um novo disco agendado para este ano e Sines vai cá estar para dançá-lo. HASSAN EL GADIRI & TRANCE MISSION (Marrocos / Bélgica) Com origens na África subsariana, o gnawa é um género híbrido entre expressão musical, rito local da religião islâmica e prática terapêutica. Levada por escravos para Marrocos há cerca de quatro séculos, é um estilo musical em que, à semelhança por exemplo da tarantela em Itália, o estado de transe que provoca tem um efeito tão libertador que lhe são atribuídas propriedades curativas. Em Trance Mission, dança-se ao som de um gnawa especial, fundido com jazz de derivações free e riffs de afrobeat. Criado pelo saxofonista belga Grégoire Tirtiaux, já não é um projeto de gnawa tradicional, mas continua a ser gnawa verdadeiro, não fosse a sua estrela nesta formação o mestre Hassan “El Gadiri” Zgarhi, originário de Marraquexe. O grupo que vamos ver em Sines é formado por nove elementos: três norte-africanos, a quem cabe o canto e a percussão hipnótica da “qarqaba”, e seis europeus (incluindo o baterista português João Lobo), que constituem o motor jazz da orquestra. Tanto uns como outros são experimentados improvisadores e o que se pode esperar deste concerto é um encontro em que todos se deixam levar para os mais elevados graus de liberdade que cada um dos seus géneros representam. ALINE FRAZÃO (Angola / Portugal) Aline Frazão é mais uma representante do poder feminino na divisão cantautora da música atual – neste caso específico, da música em que a lusofonia é uma partilha sem precisar de ser uma bandeira. Angolana de Luanda, onde nasceu e cresceu, pisou pela primeira vez um palco aos 9 anos e aos 15 começou a compor à guitarra. Entre 2006 e 2009, fez a universidade em Lisboa e começou a colaborar em projetos de música e teatro. Depois, voou para Barcelona, onde criou o projeto “A Minha Embala”, com um álbum único lançado em 2011. Seguiram-se dois anos em Madrid, a tocar a solo em bares e salas. Ainda em Espanha, apaixonou-se por Santiago de Compostela, onde se tornou artista profissional e conheceu os músicos que a acompanham: o contrabaixista cubano Jose Manuel Díaz e o percussionista galego Carlos Freire. Em todo este percurso, foi-se consolidando num universo estético com raízes angolanas e influências brasileiras, cabo-verdianas, portuguesas e jazzísticas. Lançou o primeiro disco a solo, “Clave Bantu”, em 2011 e prepara-se para lançar o segundo em 2013. Entretanto, voltou a viver a Lisboa e desce a Sines com uma mala coberta de autocolantes de viagens. MU (Portugal) Mu é o nome de um continente mítico, desaparecido nas águas do Atlântico ou do Pacífico (as teses divergem), que teria sido a origem comum de muitas das grandes civilizações da Humanidade, do Egito à Índia, da Grécia à América Central. A ciência desmente a existência de Mu, mas a ideia de um lugar onde estariam situadas as raízes de toda a grandeza cultural que depois se espalhou pelo mundo continua inspiradora. MU, a banda, segue-a, e, desde 2003, dedica-se a unir o que musicalmente só aparenta estar separado. A sua obra de fusão folk exprime-se desde logo nos instrumentos, provenientes de Portugal, Índia, Suécia, Egito, Brasil, Marrocos, Austrália, entre outras origens. Depois há a alegria com que este sexteto do Porto os toca e com que leva avante a sua missão autoproposta de “fazer o mundo dançar”. Em disco, podem ser ouvidos em “Mundanças” (2005), “Casa Nostra” (2008) - álbum que lhes valeu o Prémio Carlos Paredes 2009 - e “Folhas Que Ardem” (2012). Ao vivo, vão poder ser ouvidos em Sines, onde atuam pela primeira vez no ano em que comemoram uma década de carreira.»

10 Maio, 2013

Salva a Terrra - A Segunda Edição!

Mais uma vez vou ter o enorme prazer de «duelar» com a Raquel Bulha na DJ battle de encerramento do Salva a Terra - Eco Festival, que decorre de 7 a 10 de Junho, mais uma vez em Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova. É por uma boa causa e com um programa extremamente (passe a piada) apelativo (é favor clicar na imagem para se saber os horários do festival): «Salva a Terra 2013 - Eco Festival de Música pelo CERAS Salva a Terra - Eco Festival de Música pelo CERAS organizado pela Quercus - núcleo de Castelo Branco , pelo projecto musical Velha Gaiteira e pelo Município de Idanha- a-Nova. O Eco Festival é um festival bianual que vai na 3 edição e acontecerá de 7 a 10 de Junho 2013, em Salvaterra do Extremo, aldeia do concelho de Idanha-a-Nova, dentro do Parque Natural do Tejo Internacional. O festival é composto por inúmeras actividades: concertos, workshops, percursos interpretativos, observação de vida selvagem, conferências, cinema documental e animação diversa. Missão do Salva a Terra O Salva a Terra é Eco Festival, que tem como principal objectivo a angariação de fundos para o CERAS-Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens. As receitas obtidas revertem a 100% para o CERAS. O Ceras funciona exclusivamente com trabalho voluntário desde 1998 e já recebeu mais de 1700 animais selvagens, contando com uma taxa de recuperação positiva de 60% de animais devolvidos à natureza. O que nos diferencia dos restantes festivais O Salva a Terra é um Eco Festival 100% "Pro-Bono", no qual toda a organização, artistas, formadores, guias, e restante equipa trabalham de forma voluntária em prol da preservação de algo que é de todos nós: a biodiversidade. Nos tempos de crise que atravessamos, o Festival assume uma especial importância para o CERAS, pois o principal mecenas que suportava o trabalho do Centro, reduziu substancialmente o seu apoio anual. Divulgar a música desenvolvida em Portugal e no mundo ao nível de fusões, descobertas, confluências e reuniões de vários géneros musicais como: jazz, folk, blues, fusão, tradicional e fanfarra. Implicar os participantes (músicos e público) de forma activa na conservação da Natureza, fomentando o espírito participativo como única forma de verdadeiramente conhecer e compreender o meio natural, amá-lo e defendê-lo; Dar a conhecer o património natural desta região assim como as suas tradições e costumes, reavivar Salvaterra do Extremo envolvendo os participantes no quotidiano da aldeia, alertando para as problemáticas do despovoamento associadas à desertificação e perda da biodiversidade.Promover a partilha de ideias e experiências. Fomentar o trabalho de grupo, favorecendo a cooperação e integração dentro da comunidade onde se vai desenvolver o festival Entre outros exemplos das boas práticas ambientais que aplicamos no festival destacamos: Sustentabilidade: - O cariz ambiental e pedagógico das actividades desenvolvidas; - O consumo de produtos locais na cantina do festival, dando naturalmente prioridade aos de produção em modo biológico; - A não utilização de plásticos; promovendo o uso de caneca do festival e pratos reutilizáveis na cantina; - A utilização de casas de banho secas no campismo; - O envolvimento real da população da aldeia nas actividades do festival, nomeadamente através de workshops por si desenvolvidos e também a realização de concertos intimistas nos quintais das casas de Salvaterra do Extremo; Mobilidade: - Fomento da partilha de boleia e uso de bicicleta para chegar ao Salva a Terra; - Sorteio de uma bicicleta de 2 lugares (tandem-Orbita) edição especial Salva a Terra, para quem comprar bilhete geral; - Compensação das emissões e da pegada ecológica da organização, artistas, formadores, guias e restante equipa, através da plantação de árvores autóctones pelo projecto "Criar Bosques" da Quercus ANCN. Programação 2013 Nesta edição contamos com 30 projectos musicais num total de mais de 100 artistas, inúmeras atividades tão distintas como fazer pão de bolota, garimpar no rio, yoga, workshops de dança, percussão, percursos pedestres, banhos no rio, cinema documental e curtas metragens, entre muitas outras… Para a segunda edição contamos com, Orlando Santos, Underground Spiritual Band , Nação Vira Lata, Riddim culture sound, Baltazar Molina, os Velha Gaiteira, os Roncos do Diabo, os Cabace, os Albaluna, O Baú, os Pás de Problème, Farra Fanfarra, Dobro Sound System, Khayalan trio, Diva Diver, Rosemary Baby, Muttley Soundz, Wood Vibrations, Sound Flavours by Diniz, projecto Salvem a Viola Beiroa, Orquestra de Foles, Grupo de percurssão Tocándar, Sabão Macaco, Charanga, Sebastião Antunes, Raquel Oliveira-Taças Tibetanas, Rodrigo Viterbo, Ruben Monteiro, Cabeção Rodrigues, Sound flavours by Diniz, DJ-Battle entre Raquel Bulha (Planeta 3 / Antena 3) e António Pires. Mais informação em: http://www.salvaterra.pt/ https://www.facebook.com/Salva.a.Terra?ref=hl»

08 Maio, 2013

Douro Celtic Fest - A Estreia em Gaia!

Também com organização Sons da Terra -- à semelhança do Intercéltico de Sendim (ver post anterior) --, mas neste caso em parceria com a empresa espanhola Actos Management, o Largo de Aviz, Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, recebe nos dias 5 e 6 de Julho a estreia do Douro Celtic Fest, este também com um programa bastante apelativo e a fazer lembrar -- mais a mais com alguns dos nomes que traz -- o saudoso Intercéltico do Porto. O comunicado: «Celebrar a música folk de célticas ressonâncias, eis o mandato cultural que determinou a criação do DOURO CELTIC FEST, cuja primeira edição decorre sob o signo da excelência, com seis concertos propostos por seis bandas que são referências obrigatórias e indispensáveis. Em tons maiores de celebração colectiva, o DOURO CELTIC FEST recupera a sedução da festa e da partilha intercultural. Organização Sons da Terra (Portugal) Actos Management (Espanha) Apoio Institucional Município de Vila Nova de Gaia Pelouro da Cultura * Gaianima * Gaia Cidade de Cultura Facebook www.facebook.com/DouroCelticFest 5 Julho 2013 UXU KALHUS Portugal Reafirmamos o direito à autodeterminação do Folk Português!... Em finais dos anos 90 do século passado começou a ganhar força em Portugal uma tendência centrada na recuperação das danças e dos bailes tradicionais. Protagonizado por jovens formações então surgidas, desde logo ficaria de sobremaneira evidenciado o gosto pelas estéticas vanguardistas da fusão e da mestiçagem, sobretudo veiculadas nos contextos expressivos da na época emergente cena da chamada world music. Muito mais do que propostas de interacção cultural foram sobretudo apresentados projectos filiados ou inscritos na interculturalidade, sem no entanto perderem a presença predominante dos referenciais portugueses. O novo baile português quer preservar a nossa diversidade cultural e simultaneamente integrar outras culturas no cadinho evolutivo que é o folk português actual. O novo baile português é dinâmico, em constante mutação, não se limita a formas estáticas e empoeiradas: as nossas raízes culturais são a plasticina que está a ser moldada por hordas de ovelhas que vão engrossando o rebanho em viagem. Uxu Kalhus contribuem para este movimento já em marcha, organizando uma transumância que não tem rota definida nem, fim à vista, pretendendo apenas mostrar paisagens sonoras, prados harmónicos e balhos diversos, para dar farto alimento ao rebanho. Formação Joana Margaça (voz) Eddy Slap (baixo eléctrico e voz) Paulo Pereira (flautas e voz) António Bexiga (guitarras, viola campaniça e voz) André Lourenço (teclado e voz) Luís Salgado (bateria) Discografia Recomendada 2006 A Revolta dos Badalos 2009 Transumâncias Groove 2012 Extravagante 5 Julho 2013 SEARSON Canadá Quando muitos já acreditavam que fosse muito pouco provável o aparecimento de novas bandas capazes de reinventarem as actuações ao vivo, em termos de dinâmicas performativas e de interacção com o público, as três irmãs Searson – Erin, Heather e Colleen – foram a surpresa total: um verdadeiro furacão de emotividade e de partilha veio tomar conta de cada palco pelo qual já passaram, nos mais prestigiados festivais folk norte-americanos e europeus. Com uma poderosa mistura das estéticas associadas à música celta e à pop music, sem perderem as referências fundamentais do estilo violinista da região de Ottawa Valley, no Canadá, as Searson – juntamente com o baterista e percussionista Danno O'Shea – fazem de cada concerto um hapenning pleno de energia, não faltando mesmo a emblemática step dance irlandesa. Formação Erin Searson (voz, piano, teclados, bandolim e step dance) Colleen Searson (violin, voz, bandolim e step dance) Heather Searson (baixo e step dance) Danno O'Shea (bateria e percussão) Discografia recomendada 2001 House Party 2004 Follow 2005 Searson Live 2008 A Different Kind of Light 2009 Ignite 2012 Fade and Shine 5 Julho 2013 BERROGUETTO Galiza BERROGÜETTO não é um grupo de música tradicional mas sim um grupo comprometido com a música galega mas com uma total liberdade de criação, reflectindo todas as nossas inquietudes e todas influências possíveis, sem abandonar a nossa origem cultural. O grupo evidencia uma visão muito positiva sobre a evolução experimentada pela música galega, que passou de uma visão exclusivamente celto-atlântica para propostas mais ancoradas nos padrões estéticos mais próximos da nossa tradição musical. Actualmente assiste-se a uma incorporação das mais variadas influências, num processo múltiplo de mestiçagem, com apresentação de propostas próprias e sólidas, desde as vertentes mais tradicionais às abordagens mais contemporâneas, ocupando hoje a folk na Galiza muito do espaço social que era outrora ocupado pela música tradicional. Todos sabemos que se pode com toda a legitimidade falar de um antes e de um depois do aparecimento de Berrogüetto – um dos grupos que tem demonstrado maior e mais relevante capacidade para se reinventar e reafirmar, disco após disco, numa recusa culturalmente muito enriquecedor em descansar na comodidade dos muito bem sucedidos caminhos percorridos – no panorama da folk galega e europeia, pelo que um concerto desta seminal formação é banquete musical garantido. Formação Anxo Pintos Guilhermo Fernández Quico Comesanha Quim Farinha Santiago Cribeiro Isaac Palacím Discografia recomendada 1996 Navicularia ( 1999 Viaxe por Urticaria 2001 Hepta 2006 10.0 2010 Kosmogonías 6 Julho 2103 GALANDUM GALUNDAINA Portugal Emergindo da mais expressiva música tradicional mirandesa, os Galandum Galundaina elaboraram uma das mais enraizadas e inovadoras propostas de glocalização musical que nos foi dado conhecer em Portugal, constituindo um projecto de verdadeira intervenção reactualizada e revigorada a partir das essências primeiras dos sons da Terra de Miranda. Com um rigoroso recurso ao cancioneiro tradicional e um apurado estudo (e construção) dos instrumentos populares tradicionalmente utilizados na Terra de Miranda, os Galandum Galundaina registaram novas incorporações estéticas e organológicas, tendo criado um som único e diferenciador que nos remete para o que de melhor e culturalmente mais relevante se vai fazendo em Portugal em contexto folk. Os seus concertos são actos de singular comunicação com o público, envolvendo-o com uma rítmica contagiante na qual se desenvolvem melodias de todo o encantamento. Formação Alexandre Meirinhos (voz, caixa de guerra e percussões diversas) Manuel Meirinhos (voz, flauta pastoril e tamboril e percussões tradicionais) Paulo Meirinhos (voz, rabel, bombo, rigaleijo, gaita de foles, percussões tradicionais) Paulo Preto (voz, sanfona, gaita de foles, flauta pastoril e tamboril) Discografia Recomendada 2002 L purmeiro 2005 Modas i Anzonas 2009 Senhor Galandum 6 Julho 2013 KEPA JUNKERA País Basco Gosto da música porque é um mistério. Mas surpreendo-me sempre quando alguém se emociona com a minha música, quando me dizem que não sabiam que eu podia tocar assim ou quando me perguntam se uma certa música é da minha autoria. Parece- me incrível que neste mundo em que tudo está descoberto ainda existam pessoas que conseguem encontrar coisas que não conheciam e as façam suas com tanto carinho. Kepa Junkera é um puro: a sua procura de equilíbrio entre o passado e o futuro da música basca faz-se percorrendo caminhos de exemplar integridade, quer como músico quer como cidadão. Musica basca sem fronteiras, com um Kepa Junkera a revelar-se como um dos seus protagonistas, com uma postura de criatividade tão irrequieta como surpreendente, fazendo da música um palco privilegiado para todos os intercâmbios e encontros. Depois do aparecimento de Kepa Junkera, a folk basca nunca mais foi o que era, abrindo de para em par as portas do seu reconhecimento internacional, tendo como seguros alicerces a proposta intercultural em grande parte por ele veiculada. Formação Kepa Junkera (trikitixa) Harkaitz Martinez (txalaparta) Igor Otxoa (txalaparta) Angel Unzu (guitarras e percussões) Julio Andrade (contrabaixo) Discografia 1998 Bilbao 00:00 2000 Athletic Bihotzez 2001 Maren 2003 K 2008 Etxea 2009 Kalea 2010 Beti Bizi 2010 Herria 2011 Ipar Haizea Kepa Junkera y la Orquesta Sinfónica de Euskadi 6Julho2013 FOR MEN AND A DOG Irlanda No panorama da frente de excelência da folk irlandesa, os FOUR MAN AND A DOG ocupam um lugar muito especial com uma inovadora proposta de dinâmica e excitante relação entre a música tradicional esmeraldina e géneros musicais tão variados como inesperados, desde o rap ao southern rock, passando pelo jazz, blues, bluegrass, polka, country swing e, imagine-se até a salsa. Um concerto dos FOUR MEN AND A DOG é um verdadeiro festim de emoções, envolvendo as audiências desde o princípio até ao fim com uma prodigiosa capacidade de comunicação, tornando o público parte integrante e indispensável do concerto. Constituído por um grupo de músicos que são virtuosos instrumentistas – nunca fizeram ensaios e, não raro, o alinhamento de cada concerto é decidido em cima da hora! – os FOUR MEN AND A DOG surgiram em 1990 durante uma concerto-jam session no Belfast Folk Festival. A trajectória pessoal dos seus membros confunde-se com a própria história da folk irlandesa, levando-nos a grupos seminais como Planxty, Patrick Street, Arcady, Clancy Brothers, Skylark… A presença de FOUR MAN AND A DOG no DOURO CELTIC FEST 2013 será, estamos certos, um daqueles momentos musicalmente mais gratificantes que guardaremos para sempre na nossa memória melómana. Formação Donal Murphy (acordeão) Gino Lupari (voz e bodhran) Stephen Hayden (violino) Cathal Hayden (violino, banjo) Kevin Doherty (voz e guitarra) Discografia recomendada 1991 Barking Mad 1993 Shifting Gravel»

07 Maio, 2013

E Agora... O Intercéltico de Sendim!

O querido amigo Mário Correia já tem o programa do 14º Intercéltico de Sendim completo (e desta vez até com «celtas»... vindos do Japão!). É este: «14º FESTIVAL INTERCÉLTICO DE SENDIM Vêm aí (outra vez…) os Celtas!... Renovam-se as celebrações sendintercélticas: com a habitual organização da Sons da Terra, realiza-se nos dias 2, 3 e 4 de Agosto de 2013, o 14º FESTIVAL INTERCÉLTICO DE SENDIM, que todos os anos traz até à Vila de Sendim, em pleno coração das Terras de Miranda, milhares de amantes da música folk, oriundos das mais diversas paragens ibéricas. Continuando a apostar numa programação musical de reconhecida qualidade e excelência, as grandes novidades vão para a estreia de representações do País de Gales (o extraordinário grupo Jamie Smith’s Mabon, liderado por Jamie Smith) e do Japão (com Harmonica Creams -- na foto --, extraordinário quarteto onde pontifica Yoshito Kiyono), ambos com concertos marcados para a noite do dia 2 de Agosto no Parque das Eiras, com abertura a cargo do não menos surpreendente grupo Andarilhos (Baião). Será uma noite plena em termos de revelações. Na noite de 3 de Agosto, no parque das Eiras (apenas se paga para os concertos das noites de 2 e 3 neste espaço), a festa começa com um grupo histórico vindo de Braga, os Canto d’Aqui, seguindo- se a representação de terras leonesas, a cargo dos Antubel, encerrando com a actuação da grande gaiteira galesa Susana Seivane, com uma prestação que, temos a certeza, perdurará nas memórias de ouro do Festival Intercéltico de Sendim. Mas não se ficam por aqui as actividades musicais: na tarde do dia 2, na Taberna dos Celtas, temos o Canto de Intervenção (um espectáculo da responsabilidade da Associação José Afonso Núcleo do Norte), uma Oficina de Danças Mirandesas no Largo da Igreja e Desfile de Gaiteiros e Pauliteiros. Pauliteiros que, na tarde de domingo, serão os protagonistas do II Encontro Ibérico de Danças de Pauliteiros, organizado pela Associação de Pauliteiros de Sendim e com a colaboração da Comissão de Festas Santa Bárbara Sendim 2013, entidade que é a responsável pela Noite Folk, no mesmo local, com os grupos Lenga-Lenga: Gaiteiros de Sendim e Tuna Popular Lousense. No âmbito das actividades consagradas à língua e cultura mirandesa, realizar-se-á o evento Melga Cachelra – I Ancuontro de Cuontas i Cuntadores de l Praino Mirandés, nas tardes de sábado e de domingo. De realçar, ainda, a sessão de homenagem ao celebrado gaiteiro Alexandre Augusto Feio (1914-1999), com edição de um registo fonográfico testemunhal da sua arte e virtuosismo. Discos e livros serão apresentados e vendidos na feira do Parque das Eiras e da Casa da Cultura de Sendim, onde estará patente uma exposição intitulada Ls Mielgos, com pinturas de Manuol Bandarra, textos de Fracisco Niebro e música de João Bandarra. Mas não faltará a caminhada pelas arribas do Douro – La Ruta de ls Celtas – assim como Passeios de Barco no Douro Internacional (a cargo de uma empresa de turismo da Natureza, Naturisnor). Assim como a inefável Taberna dos Celtas, para viver as madrugas em tons maiores de celebração colectiva. Em tempos de austeridade, o Festival Intercéltico de Sendim não fez cortes: porque acreditamos na fidelidade de um público que, ano após ano, não falta e reincide na sua vinda a Sendim para as celebrações sendintercélticas. 14º FESTIVAL INTERCÉLTICO DE SENDIM Parque das Eiras Sexta: 2 de Agosto de 2013 22h30: Andarilhos (Baião, Portugal) 23h30: Harmonica Creams (Japão) 00h30: Jamie Smith’s Mabon (País de Gales, Reino Unido) Sábado : 3 de Agosto de 2013 22h30: Canto d’Aqui (Braga, Portugal) 23h30: Antubel (Bierzo-Léon, Espanha) 00h30: Susana Seivane (Galiza, Espanha) Actividades Paralelas Sexta: 2 de Agosto de 2013 19h00 Ls Mielgos: Sposiçon de Pintura Autor: Manuol Bandarra/Fracisco Niebro/João Bandarra Local: Casa da Cultura de Sendim Horário: 19h00/22h00 22h00 Desfile de Gaiteiros Organização: Lenga-Lenga Local: Largo da Igreja/Parque das Eiras Sábado : 3 de Agosto de 2013 14h00 Ls Mielgos: Exposiçon de Pintura Autores: Manuol Bandarra/Fracisco Niebro/João Bandarra Local: Casa da Cultura de Sendim Horário: 14h00/22h00 14h00 Melga Cachelra: I Cunceilho de Cuntas i Cuontadores Organização: Associação da Língua Mirandesa Local: Escola EB2.3 de Sendim 14h30 Apresentação de Discos e Livros Local: Centro de Música Tradicional Sons da Terra 15h30 Homenagem ao Gaiteiro Alexandre Augusto Feio Local: Centro de Música Tradicional Sons da Terra 16h30 Canto de Intervenção Organização: AJA Núcleo do Norte Local: Taberna dos Celtas 18h00 Oficina de Danças Mirandesas Organização: Lenga-Lenga: Gaiteiros de Sendim Local: Largo da Igreja 22h00 Desfile de Pauliteiros Organização: Associação de Pauliteiros de Sendim Local: Largo da Igreja Domingo : 4 de Agosto de 2013 14h00 Ls Mielgos: Sposiçon de Pintura Autores: Manuel Ferreira/Fracisco Niebro/João Bandarra Local: Casa da Cultura de Sendim Horário: 14h00/20h00 16h00 II Encontro Ibérico de Danças de Pauliteiros Organização: Associação de Pauliteiros de Sendim/Comissão de Festas Santa Bárbara 2013 22h00 Noite Folk Grupos: Tuna Popular Lousense e Lenga-Lenga: Gaiteiros de Sendim Organização: Comissão de Festas Santa Bárbara 2013 Local: Largo da Igreja … e o licor celta e outras poções mágicas! … e o convívio na esplanada do Passareiro! … e as barbáries da Taberna dos Celtas! … e a festa entre todos partilhada!...»

05 Maio, 2013

Festival Folk/Celta de Ponte da Barca - A Sexta Edição

Mais um belo festival que se aproxima. O texto de apresentação está no site da Câmara Municipal de Ponte da Barca: «6ª edição do Festival Folk/Celta de Ponte da Barca Pela 6ª vez consecutiva Ponte da Barca vai sentir a influência da música folk, já que no último fim de semana de Julho (26 a 28) regressa o Festival Folk/Celta, cujo cartaz já está fechado. Construído em torno da ideia de interculturalidade, a edição de 2013 traz ao palco barquense músicos Portugueses, Irlandeses e Espanhóis como Cristina Pato, Niamh Ni Charra, Capagrilos, Melech Mechaya, Gaiteiros de Lisboa e Né Ladeiras. A decorrer nas margens do rio Lima em Ponte da Barca, o festival é uma das apostas do atual executivo barquense, justificada pelo Vereador da Cultura, Manuel Joaquim Pereira, pelo “seu enorme potencial e por ser um evento impulsionador na divulgação do património tradicional e cultural do concelho que tem fortes ligações à cultura celta”. O Cartaz Sexta-feira | 26 de Julho - Capagrilos | Niamh Ni Charra | Cristina Pato A abrir o primeiro dia do Festival os Capagrilos, um grupo folqueiro-progressivo do Porto, que alia ao cantar em português uma cornucópia de sonoridades e inspirações de músicas do mundo. A banda começou em Setembro de 2010 e em 2011 gravou um EP de apresentação homónimo. Têm atuado em diversos espaços de renome e venceram o concurso de música tradicional Folk Flaviaefest realizado em Chaves. Recentemente lançaram o seu álbum de estreia São Bassáridas. Um espetáculo dominado por uma variedade de ritmos, climas e paisagens, desde a Amazónia ao Médio-Oriente, a guitarra portuguesa ao jouhikko, passando por mais de 15 instrumentos diferentes. Niamh Ni Charra é a senhora que se segue. Violinista e concertinista Irlandesa, Niamh Ni Charra lançou o seu álbum de estreia "Ón Dá Thaobh / From Both Sides" em 2007. Muito aclamado, foi considerado na lista dos dez melhores álbuns de Folk nesse ano. O segundo álbum "Súgach Sámh / Happy Out", lançado em 2010, veio reforçar o seu enorme talento. Ao longo da sua sólida carreira, Ni Charra tem recebido rasgados elogios pela sua habilidade suprema com o violino e a concertina e pela sua personalidade envolvente e contagiante. O primeiro dia da edição deste ano não podia encerrar melhor, com a gaiteira e pianista galega Cristina Pato (na foto). Com o seu estilo único, cheio de paixão e energia, Cristina Pato tem sido aclamada pelo The New York Times como "uma explosão de energia" ou a BBC como "a diva da gaita de foles galega". Pato funde as influências da música latina, jazz, pop e música contemporânea, e usa sua arte e habilidade virtuosa sem precedentes para trazer a sua visão musical para a vida. Sábado | 27 de Julho - Né Ladeiras | Gaiteiros de Lisboa | Melech Mechaya O segundo dia de festival é inteiramente dedicado à música portuguesa com Né Ladeiras a abrir com uma das mais prestigiadas vozes da Musica Tradicional Portuguesa. Né Ladeiras fundou, juntamente com vários amigos, o projeto Brigada Vitor Jara e tornou-se conhecida como vocalista dos já extintos Trovante e Banda do Casaco. Posteriormente desenvolveu uma carreira a solo, cuja solidez e consistência se deve em grande parte à sua voz unanimemente reconhecida como portadora de uma alma genuinamente portuguesa. De seguida, o palco está reservado para os Gaiteiros de Lisboa. Formado em 1991, o grupo tem feito o seu percurso em torno da música popular/tradicional. A marca distintiva dos Gaiteiros é a constante busca de novas sonoridades, a inovação e a criatividade, aplicadas à construção de instrumentos concebidos pelo próprio Grupo (Tubarões, Tambor de Cordas, Túbaros de Orpheu, Orgaz, Cabeçadecompressorofone, Clarinete acabaçado e Serafina). O som dos Gaiteiros, para além de respeitar a tradição popular, tem uma atitude experimentalista permanente. Os Melech Mechaya encerram o Festival. Formados no final de 2006, são hoje apontados como a primeira e mais proeminente banda de música Klezmer em Portugal. A sonoridade do grupo de Lisboa e Almada inspira-se ainda na músicas portuguesa, balcânica e árabe. Depois de dois discos lançados em 2008 e em 2009 , o EP “Melech Mechaya” e o LP “Budja Ba”, lançaram em Outubro de 2011 o álbum “Aqui Em Baixo Tudo É Simples”. O quinteto atuou já em importantes festivais portugueses e, fora de portas, a crescente carreira internacional dos Melech Mechaya tem conhecido sucessivos desenvolvimentos, com atuações na Croácia, Brasil e Cabo Verde. Até ao dia 28 de Julho | Feira alternativa Paralelamente aos espetáculos musicais e após o sucesso dos anos anteriores decorrerá uma Feira Alternativa, onde o público poderá usufruir de yoga, reiki, massagens terapêuticas, compra de produtos alternativos, danças orientais e danças do mundo, acupuntura entre muitas outras atividades. Recorde-se que este é um festival que anualmente tem trazido ao concelho barquense artistas nacionais e internacionais de elevada qualidade, num cruzamento de sonoridades musicais folk e celtas.

01 Maio, 2013

Conexão Lusófona - Em Festival no Próximo Sábado!

O programa é excelente e abrangente! No próximo sábado, dia 4 de Maio, o Pátio da Galé, em Lisboa, recebe concertos de muitos e variados artistas da Lusofonia. Veja-se só o programa: «É já no próximo sábado (4 de maio) que o Pátio da Galé, em Lisboa, receberá a 2ª edicão do festival de música da Conexão Lusófona. No espetáculo, 14 artistas entre novos talentos e nomes já consagrados estarão unidos no palco pela Lusofonia, numa noite que celebra o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP, que patrocina esta iniciativa. Após o concerto, a festa continua noite dentro com Dj Set. Bena Lobo Não deve ter sido difícil adivinhar a profissão de Bernardo Lobo. É filho da cantora e violinista Wanda Sá e do cantor, compositor, arranjador e instrumentista Edu Lobo, um dos pioneiros do movimento da Bossa Nova. Bena Lobo, como é conhecido no mundo da música, mistura o pop e o contemporâneo: é uma mistura empolgante e sofisticada de samba, baião, afoxé e xote que caracterizam o seu trabalho e estão presentes nos seus 12 anos de carreira. Tem três álbuns no mercado, entre eles o seu disco de estreia, Nada Virtual, lançado em 2000, e Sábado, produzido 6 anos depois. Bonga Tem uma voz inconfundível, uma história fascinante e uma maneira única de viver a música. Falamos de Bonga Kwenda, um homem que encarna a música popular angolana. O antigo campeão de atletismo é músico desde antes da independência do seu país e, para além de ser a primeira grande estrela musical angolana, foi dois primeiros músicos africanos que a solo pisou diversos palcos mundiais. Natural do Bengo e filho do bairro Marçal, em Luanda, Bonga, sempre prolífico, já lançou cerca de 30 álbuns no mercado e apesar dos seus 70 anos, continua ativo. Boss AC Não se pode falar de hip-hop lusófono sem se mencionar o nome deste grande rapper. Ativo mesmo antes dos tempos da Rapública (1994) e filho de pais cabo-verdianos, também eles criativos, é um dos pioneiros do rap em português e um dos seus maiores impulsionadores. Com cinco álbuns no mercado numa carreira que já ronda os 20 anos, o Boss AC é também conhecido por colaborar com diversos rappers e músicos do mundo lusófono, tais como Gabriel o Pensador (Brasil), Pedro Ayres Magalhães (Madredeus, Portugal), Mariza (Portugal / Moçambique). Dino d'Santiago Chama-se Claudino Pereira mas para os amigos é simplesmente Dino. Em 2008, nos tempos em que ele e a banda eram conhecidos como Dino & The Soulmotion, estreou-se no mercado com o álbum Eu e os Meus, onde Tito Paris, Sam the Kid e Valete foram alguns dos convidados. Em 2009 desenvolveu um projeto com Virgul chamado Nu Soul Family, tendo ganho um prémio MTV pelo caminho. Em tempos atuais, é muito mais ligado às suas raízes. Canta como Dino D’Santiago, em homenagem à ilha do arquipélago de Cabo Verde que viu nascer seus pais. Elisa Rodrigues Esta portuguesa, cuja voz encanta mais que a doçura de menina, iniciou os seus estudos musicais em 1994, ao integrar-se como membro do coro Pequenos cantores do Estoril. Apaixonou-se pela linguagem jazzística aos 15 anos e, em 2007, participou como vocalista num projeto de nouvelle jazz, ELLE. Foi nessa altura que conheceu o pianista Júlio Resende com o qual tem vindo a trabalhar numa parceria brilhante. Seu primeiro disco, Heart Mouth Dialogues, foi lançado em 2011. Prepara atualmente um álbum surpreendente em parceria com o escritor Gonçalo M.Tavares e Júlio Resende. Filipe Mukenga A fazer música desde 1964, Filipe Mukenga é uma das vozes angolanas mas conhecidas mundialmente. Durante a sua brilhante e duradora carreira colaborou com diversos músicos do universo lusófono, incluindo Rui Veloso, Martinho da Vila, Ivan Lins, Paulo Flores e Carlos Burity. É conhecido também pelas suas colaborações com o autor, professor e compositor angolano Filipe Zau. Juntos receberam o prémio Common Ground Music Award em 2008 pela associação Search for Common Ground. Tem quatro álbuns no mercado e é co-autor do hino do CAN 2010, Angola, país de futuro Gapa Músico são-tomense radicado em Portugal, Álvaro Lima Afonso Neto, mais conhecido como Gapa, é muito apreciado na terra que o viu nascer por cantar muitas das suas músicas em forro, o crioulo com base em português que é a segunda língua nacional de São Tomé e Príncipe. Com mais de 30 anos de carreira, Gapa começou a cantar em 1981 com oito anos e notabilizou-se por ser o vocalista principal da banda são-tomense Sangazusa. Em setembro do ano em curso lançará o álbum Fruto da Terra, o seu quarto trabalho discográfico. Karyna Gomes Filha do mesmo país que viu nascer excelentes músicos como Eneida Marta, Dulce Neves, Manecas Costa e Kimi Djabaté, a cantora guineense Karyna Gomes é hoje a vocalista principal da banda Super Mama Djombo. É talvez a mais importante banda guineense, atuando desde 1964. Hoje, poucos dos fundadores da banda continuam vivos, mas incrivelmente, e como prova da sua perseverança, ainda no ano passado fizeram uma tournée pela Europa, onde Karyna cantou ao lado das lendas vivas Zé Manel e Miguelinho N’Simba. Neste momento, prepara seu lançamento a solo. Kay Limak Timorense Lisboeta, Kay Limak vive em Portugal desde 1996. Passou a sua infância e cresceu em Dilí até aos 10 anos de idade. Sua música funde diferentes estilos com características orientais. Delicia-se pelos estilos pop, jazz, e rock, entre vários outros, e para além de guitarrista é também compositor. Sente-se à vontade com vários instrumentos e atualmente faz parte do grupo musical Zurawski Ensemble, um sexteto que mistura características das músicas portuguesa, brasileira e clássica. No Ensemble, Kay toca a guitarra clássica. Micas Cabral Não se pode falar de Micas Cabral sem falar dos Tabanka Djaz, o lendário grupo guineense onde Micas foi o vocalista principal. Autores de ínumeros grandes sucessos que ainda hoje enchem pistas de dança pelo mundo lusófono afora, os Tabanka Djaz foram dos maiores embaixadores culturais do pequeno país irmão do oeste africano. Hoje a disfrutar de uma carreira a solo, Micas Cabral, guitarrista, escritor e produtor, continua igual a si mesmo, com o seu talento para a música popular, fazendo-nos “desconseguir” de ficar quietos quando tocam as suas kizombadas. NBC Fez parte de um dos pioneiros grupos do hip-hop português, o Filhos D’1 Deus Menor. De Torres Vedras mas de descendência são-tomense, NBC faz rap há quase uma década; longe estão os seus primeiros passos no rap tuga, feitos no concurso Oeiras Rap 94. Conta com dois álbuns no mercado: Afro-Disíaco, de 2003, e Maturidade, de 2008. Os dois tiveram grande aceitação por parte dos amantes de hip-hop e música soul no mundo lusófono. Orlanda Guilande É o resultado de uma fusão lusófona: filha de pai moçambicano e mãe portuguesa. Nasceu em Lisboa, um ano antes da independência do país do seu pai. Canta desde os seus 16 anos e sente-se à vontade com gospel, soul e jazz. Foi vocalista principal do grupo de gospel Funky Messengers e Shout!. Já participou em diversos projetos musicais com Sara Tavares, Carmen Souza, Miguel Ângelo e Theo Pas’cal. É comum vê-la em bares e espaços culturais em Lisboa, presenteando-nos com a sua poderosa voz. Quinteto Luso-Baião O nome em si já diz tudo. Composto pelos brasileiros Leandro Bomfim (São Paulo), Enrique Matos (Minas Gerais), Cris Domingos (Paraná), Cícero Mateus (São Paulo) e pelo português André Natanael. O Quinteto Luso-Baião criou uma sonoridade única baseada no distinto som do baião (que nasceu da mistura do fado com o maracatu), adicionando-lhe elementos de côco, samba, reggae e rock. Ativos desde 2010, deliciam o público com a sua música de alta vibração, daquele tipo contagiante que nos faz dançar mesmo sem querer. Selma Uamusse Que bela adição ao panorama musical lusófono. A moçambicana Selma Uamusse (na foto; de João Belard), no ativo desde 2000, atualmente faz parte de diversos projetos musicais, incluindo os Grasspoppers e Cacique ’97 (reggae, afro-beat), Gospel Collective, o Selma Uamusse Nu-Jazz Ensemble e por último a banda Wraygunn (fusão de blues, soul e rock). Detentora de uma voz potente e graciosa, é comum ouvir-la a cantar temas de grandes estrelas mundiais, como Miriam Makeba e Nina Simone. DJ Set Selecta Ayala - É membro fundador do colectivo Riddim Culture Sound desde 2004 e atua nacional e internacionalmente. A selecção perfeita adequada a cada momento e cheia de ritmo é a palavra de ordem. Irmãos Makossa - Paolo e Nelson são uma viagem fervilhante sobretudo por África, mas estendendo-se aos outros continentes. O afrobeat é o estilo favorito. “Music is a weapon” é o seu lema.

30 Abril, 2013

Festival Islâmico de Mértola - Programação 2013

De dois em dois anos é certo e sabido que Mértola é invadida pelo cheiro da menta e do incenso e pelos sons de ouds e darabukas (e de muitos, muitos outros instrumentos que, desta vez e só como exemplo, incluem a guitarra portuguesa, o adufe ou guitarras eléctricas). Este ano, de 16 a 18 de Maio, o Festival Islâmico tem outra vez uma excelente programação. Veja-se: «16 de maio - Quinta-feira 10.00h - Abertura do mercado de rua |souk| Abertura dos Museus e exposições 10.30h/14.30h - (Biblioteca Municipal) Contos do Souk com Nuno Coelho \\ \\ dirigido aos alunos das escolas do concelho 11.00h - (Largo da Misericórdia)Teatro Extremo com a Peça: Salamaleque – uma história das Arábias 15.00h - (Largo da Misericórdia)Teatro Extremo com a Peça: Salamaleque – uma história das Arábias 17.00h - (tenda junto ao Castelo) Inauguração oficial do 7º Festival Islâmico de Mértola 19.30h - Salão Nobre da Câmara M. Mértola) Conferência “Fernando Pessoa e a Civilização arábico-islâmica” por Fabrizio Boscaglia 21.30h - (Centro Histórico) - Imagens na cal > Projeção de imagens 22.30h - (Praça Luís de Camões) Concerto com: > Custódio Castelo > guitarra portuguesa (Portugal ) > Ibn Misjan > Música e Dança Oriental (Síria/Argélia/França - Árabo-Andalusa) 23.00h - Encerramento do mercado de rua 17 de maio - Sexta-feira 10.00h - Abertura do mercado de rua |souk| Abertura dos Museus e exposições 11.00h – (Largo da Misericórdia) Workshop de Adufe por Sebastião Antunes 10.30h/14.00h - (Biblioteca Municipal) Contos do Souk com Nuno Coelho dirigido aos alunos das escolas do concelho 15.00h – (Largo da Misericórdia) - Workshop de Adufe por Sebastião Antunes 17.00h - (Biblioteca Municipal) - Apresentação do livro “Casas do Sul” de Santiago Macias, Manuel Passinhas e Miguel Rego 17.30h – (Salão Nobre) - Conferência ‘Economia como Deuda’ \\ Luqman Nieto - organização da Comunidade Islâmica em Espanha 18.00h – (Biblioteca Municipal) - Conferência aberta “Sistemas de informação e partilha do conhecimento: Mértola no percurso do Acesso Aberto” 18.30 h – (Cine-teatro Marques Duque) - Dança - “não dançarás como antes” - Companhia dansul (Salão dos Bombeiros) Noite de Dycra - organização da Comunidade Islâmica em Espanha 21.30h – (Centro Histórico) - Imagens na cal > Projeção de imagens. 22.00h - (Cais do Guadiana) Concerto Encuentro Multaka – (Marrocos/Espanha – Flamenco Arabo-Andalusí) Dissidenten – (Marrocos/Alemanha – Worldbeat) 23.00h - Encerramento do mercado de rua 01.00h - (Praça Luís de Camões) Concerto - Sebastião Antunes ‘entre a Beira e o Deserto’ (Portugal /Norte de África– Fusão) 18 de maio - Sábado 10.00h - Abertura do mercado de rua |souk| - Abertura dos Museus e exposições 11.30 h – (Largo da Misericórdia) Oficina de Cante Alentejano por Armando Torrão 12.00 h - (Local a definir) – Workshop Dança para crianças pela Companhia dansul 14.30 h - (Local a definir) – Workshop Dança para adultos pela Companhia dansul 15.00 h - (Cine-teatro Marques Duque) – Concerto com o grupo Selam (música de influência Islâmica) 16.00 h – (Biblioteca Municipal) - Apresentação do livro ‘Mértola, cultura e património-Atores, ações e perspetivas para uma estratégia de desenvolvimento local’ de João Serrão 17.00 h – (Largo da Misericórdia) – Oficina de Cante Alentejano por Armando Torrão 17.30 h – (Salão Nobre da Câmara Municipal) - Conferência ‘Agricultura y Capitalismo’ por Abdellah Bignon - organização da Comunidade Islâmica em Espanha 18.30 h – (Cine-teatro Marques Duque) – Concerto com o grupo Selam (música de influência Islâmica) 21.00 h - (Cine-teatro Marques Duque) - Contos do Souk com Jorge Serafim 21.30 h – (Centro Histórico) Imagens na Cal 22.00 h – (Cais do Guadiana) Concertos: Mad Sheer Khan (Argélia - Rock Oriental) Bombino (Niger - Blues/Rock; na foto) 23.00 h - Encerramento do mercado de rua 01.00 h - (Praça Luís de Camões) – Concerto Melech Mechaya (Portugal – Tradicional/ Árabe/Judaica) 19 de maio - Domingo 10.00h - Abertura do mercado de rua |souk| - Abertura dos Museus e exposições 10.30h – (Largo da Misericórdia) -Workshop de Adufe (Baltazar Molina) 11.00h – Assinatura do novo Acordo/Protocolo de Cooperação entre Mértola e Chefchaouen 14.30h – (Cine-teatro Marques Duque) – Concerto com Firdaus Ensemble (Espanha/Marrocos – Andalusi) 16.30h - (Cine-teatro Marques Duque) – Dança “não dançarás como antes” pela Companhia Dansul 18.00h Encerramento do mercado de rua e do 7º Festival Islâmico de Mértola. > Grupo Coral Guadiana de Mértola (Portugal – Cante Alentejano) > Grupo Boukdir – Marrocos (Marrocos – Gnawa) > Grupo Folclórico ‘Chocalheiros’ Vila Verde de Ficalho (Portugal – Tradicional) > Modas e Adufes - Grupo Etnográfico de Proença-a-Velha (Portugal – Tradicional) > Grupo de Chefchaouen (Marrocos – Tradicional) Outras Atividades - Maio 11 Maio > Oficina “O ritual do chá com menta” com Abdallah Kwali |Casa Amarela Além-Rio| 15 Maio > Conferência Internacional - org. Campo Arqueológico de Mértola 09 a 29 Maio > Exposição fotografia de Fernanda Carvalho |Casa das Artes Mário Elias| 03 a 04 Maio > Curso livre de Cerâmica Islâmica do al-ândalus - org. Campo Arqueológico de Mértola 16 a 19 Maio > Instalação no rio Guadiana de Geraldine Zwanikken > Exposição de fotografia “Síria 1” de Santiago Macias - |Largo da Alcachofra| > Exposição de fotografia “Síria 2” de Pedro Barros - |Casa Amarela CAM| > Exposição de fotografia ‘2' de João Serrão e Jorge Branco |Igreja da Misericórdia| > Largos de poesia |Núcleo Histórico| > Demonstração de destilação de plantas aromáticas |mercado de rua| > Animação de rua com o Grupo Boukdir e Grupo de Chefchaouen > Artesanato ao vivo > Meditação // Reiki |Casa cor-de-rosa| > Imagens na parede> Arte pública de Helena Passos // Oficina de Arquitetura |Núcleo Histórico|» Nota: Bombino também actua em Lisboa, dia 19 de Maio, às 19h00, no B.Leza, enquanto os Dissidenten se apresentam no MusicBox, no Cais do Sodré, dia 18, às 23h00.

23 Abril, 2013

Femi Kuti, Bomba Estéreo e Ondatrópica Também em Sines

Venham eles: «Femi Kuti e mais artistas de África, Europa e Américas confirmados no FMM Sines 2013 O programa do FMM Sines – Festival Músicas do 2013 continua a crescer. Anunciamos mais oito artistas e grupos – cinco estreias e três regressos – que poderão ser vistos em julho no festival da música com espírito de aventura. Somando-se aos 17 projetos musicais anteriormente anunciados, confirmamos a presença de Femi Kuti (Nigéria), Bomba Estéreo (Colômbia; na foto, de Luís Alvarez), Dubioza Kolektiv (Bósnia-Herzegovina), Hazmat Modine (EUA), Ondatrópica (Colômbia), Skip & Die (África do Sul / Holanda), Tamikrest (Mali – Povo Tuaregue) e Winston McAnuff & Fixi (Jamaica / França). Femi Kuti, filho mais velho e herdeiro do lendário Fela Kuti, é um dos grandes músicos africanos da atualidade e um expoente do afrobeat. Em 2004, deu um dos melhores concertos da história do FMM e em 2013 regressa com a sua banda The Positive Force para um espetáculo que se espera também vir a marcar esta edição comemorativa dos 15 anos do festival. Bomba Estéreo é um dos grupos mais internacionais da nova música colombiana. Cruza a cumbia tradicional com techno, hip-hop, reggae e outros ritmos de dança. Em 2010, recebeu o prémio de “Melhor Nova Banda do Mundo” atribuído pela MTV Iggy e apresenta-se em Sines com “Elegancia Tropical”, o seu terceiro álbum, lançado em 2012, com a participação dos portugueses Buraka Som Sistema numa das faixas. Depois de terem dado um dos concertos mais vibrantes do FMM 2012, os bósnios Dubioza Kolektiv regressam ao festival em 2013 com um novo disco, “Apsurdistan”, acabado de lançar. Autores de um hip-hop político com cruzamentos de ska, reggae, folclore balcânico e rock, foram eleitos melhor grupo do Adriático nos MTV European Music Awards 2011 e são um das bandas mais populares da Europa de Leste. Hazmat Modine é um octeto com origem em Nova Iorque, cidade cujo espírito cosmopolita representam na perfeição. Os blues são a base, mas a sua música tem também influências de música cigana, klezmer, afrobeat, reggae, calypso, rocksteady e funk. Depois da sua estreia no FMM, em 2008, gravaram um novo disco em 2011, “Cicada”, e em maio lançam um álbum ao vivo com algumas canções ainda não editadas. Ondatrópica é a expressão ao vivo, por uma formação de uma dezena de músicos de várias gerações, do disco homónimo lançado em 2012 pela editora Soundway. Idealizada pelo músico colombiano Mario Galeano e pelo produtor inglês radicado na Colômbia Will “Quantic” Holland, junta ritmos tradicionais como a cumbia, o porro e a champeta a géneros globais e contemporâneos como o hip-hop, o beat-box e o dub. Skip & Die é a banda criada em 2010, em Amesterdão, pela cantora, poeta e artista visual sul-africana Catarina Aimée Dahms (Cata.Pirata), em parceria com o produtor holandês Jori Collignon (Crypto.Jori). “Riots in the Jungle”, o seu disco de estreia, editado pela Crammed em 2012, mistura ritmos e línguas de todo o mundo é o espelho de uma identidade global que começa a nascer a par das identidades nacionais. Num ano em que o FMM se propõe mostrar várias geografias sonoras do Mali, Tamikrest representa o futuro da música de guitarras tuaregue tornada fenómeno mundial pelo grupo Tinariwen. Formada em 2006, a banda tem dois discos gravados – Adagh” (2010) e “Toumastin” (2011) – e um novo a lançar em breve (“Chatma”). Faz blues do deserto com influências de reggae, dub e rock psicadélico. Winston McAnuff & Fixi é o encontro entre um cantor e compositor com história na música jamaicana e um acordeonista e produtor francês interessado nas músicas do mundo. O seu álbum em conjunto, com lançamento marcado para setembro, cruza reggae e rock-musette, ingredientes principais, com elementos de soul, afrobeat, maloya e ritmos sul-americanos. Sobre o FMM Sines 2013 O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior acontecimento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal. Em 2013, o festival realiza-se entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição. O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição. Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos seguintes artistas: Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali), Amadou & Mariam (Mali), Hermeto Pascoal (Brasil), Rokia Traoré (Mali), Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia), Rachid Taha (Argélia / França), Lo’Jo (França), Asif Ali Khan & Party (Paquistão), Baloji (R. D. Congo / Bélgica), DakhaBrakha (Ucrânia), Akua Naru (EUA), Cristina Branco (Portugal), Gaiteiros de Lisboa (Portugal), Carlos Bica ‘Trio Azul’ (Portugal), JP Simões (Portugal), Custódio Castelo (Portugal) e Celina da Piedade (Portugal). O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines»

22 Abril, 2013

Passatempo Amadou & Mariam (Fechado!)

O Raízes e Antenas oferece aqui -- cortesia da empresa Ao Sul do Mundo (promotora do espectáculo) -- três bilhetes para o concerto de Amadou & Mariam no Coliseu dos Recreios de LIsboa, dia 25 de Abril. Para se habilitarem ao ingresso os interessados só têm que enviar para a caixa de comentários deste blog a resposta certa à seguinte pergunta: Quem é o cantor francês que participa no tema «Oh Amadou», incluído no último álbum da dupla maliana, «Folila»? Os autores das três primeiras respostas certas -- que se devem identificar com o nome completo -- serão os felizes contemplados. Nota: Já temos os três vencedores -- neste caso, três vencedoras -- do passatempo. O vosso nome ficará na bilheteira do Coliseu dos Recreios, na noite do concerto. Obrigado e parabéns!

12 Abril, 2013

FMM de Sines Anuncia Artistas Nacionais

O comunicado: «Primeiras confirmações portuguesas do FMM Sines 2013 Portugal, nação universal, volta ter uma forte representação no atlas musical do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo. As primeiras confirmações de músicos portugueses juntam estreias a regressos: Cristina Branco, Gaiteiros de Lisboa, Carlos Bica e Custódio Castelo voltam ao festival como quatro músicos que deixaram marca na história do evento; JP Simões e Celina da Piedade (na foto) são auspiciosas estreias. Cristina Branco Cristina Branco é uma das cantoras mais importantes da história do FMM Sines. Aqui atuou em 2002, quando ainda era vista como uma “estrangeirada”, a fadista que não tinha percorrido o circuito das casas de fado e que se tinha primeiro afirmado lá fora (na Holanda e em França, sobretudo), e voltou a atuar em 2005, num projeto de partilha com a Brigada Victor Jara e Segue-me à Capela. Em 2013, ano em que o festival se debruça sobre o significou o seu percurso de 15 anos, Cristina foi uma das escolhas mais naturais, pela sua relação afetiva com este lugar e pelo que o seu projeto musical viajante contém de afinidade com o mais mestiço festival português. O seu disco mais recente, “Alegria”, é apenas um dos elementos do que vai trazer na sua revisita ao Castelo. Gaiteiros de Lisboa Depois de um concerto de estreia memorável no FMM Sines, em 2006, em que deixaram de boca aberta os companheiros de cartaz americanos The Bad Plus, que no seu site os consideraram “o melhor exemplo de música folclórica extravagante”, os Gaiteiros de Lisboa estão de regresso a Sines. De “Invasões Bárbaras”, o seu primeiro CD, editado em 1994, a “Avis Rara”, o seu disco mais recente, de 2012, a tradição popular tem sido apenas a matéria-prima de um dos mais inovadores grupos musicais portugueses. Em julho, Carlos Guerreiro, José Manuel David, Pedro Calado, Paulo Marinho, Pedro Casaes e Rui Vaz voltam a mostrar em Sines porque é que o consenso que a sua música de veia experimental merece não é um contrassenso. Carlos Bica “AZUL”, com Frank Möbus e Jim Black Quando se pede a um estrangeiro que indique o nome de um músico português na área do jazz e da música improvisada a resposta dada é muitas vezes o do contrabaixista Carlos Bica. O seu trio AZUL, com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, é talvez o seu projeto mais representativo e a melhor montra para as suas criações enquanto compositor. Foi com ele que inaugurou a sua discografia pessoal, em 1996, com um álbum homónimo, e foi com ele que atuou pela primeira vez no FMM Sines, em 2007. Já com cinco discos gravados nesta formação, o último dos quais “Things About”, lançado em 2011, voltam a Sines para apresentar a sua música feita de aventura e mistério. Custódio Castelo Custódio Castelo no FMM Sines é apenas aparentemente uma estreia. Em 2002, acompanhando Cristina Branco, já se tinha mostrado um guitarrista com brilho próprio entre as luzes do palco do Castelo. O seu regresso, a solo, é no estatuto indiscutível de um dos melhores guitarristas portugueses da atualidade. Em 2013 traz-nos o seu segundo álbum de originais, “Inventus”. Prémio Amália Rodrigues em 2010 para melhor guitarra fado, é um intérprete exímio e um compositor que procura enriquecer o repertório do seu instrumento. Para o fado que foi construindo ao longo de um caminho musical de 25 anos e que se consuma num disco que há aromas da morna, tons de tango e improvisos do jazz, não há limites. JP Simões JP Simões tem sido, ao longo dos anos, um dos artistas que procuram no FMM a experiência de novas músicas, de novos ângulos para criar, de novas emoções que até os músicos apenas conseguem sentir colocando-se no papel de espetadores de outros músicos. Nesta sua primeira atuação num palco do festival, apresenta o seu terceiro álbum a solo, “Roma”, a lançar em maio, uma viagem que promete paragens nos portos do afrobeat, do glam rock, do samba e do jazz. Dos Belle Chase Hotel ao Quinteto Tati e agora na sua carreira a solo, JP sempre procurou evoluir em movimento de reinvenção. Vai ser bom descobrir mais um novo JP em Sines. Celina da Piedade “Em Casa”, disco de estreia a solo da acordeonista e cantora Celina da Piedade, foi um dos melhores discos portugueses de 2012 e custava fazer um FMM Sines 2013 sem convidá-la para estar presente. Da sua biografia conta-se um concerto em Castro Verde com apenas 6 anos de idade, estudos musicais no Conservatório de Setúbal e uma atenção a música vinda de todos os lados. No seu percurso anterior a esta afirmação, muito esperada, em nome próprio, conta-se uma colaboração longa com Rodrigo Leão, projetos pessoais como Uxu Kalhus e Modas à Margem do Tempo e participações generosas em projetos de muitos outros músicos. Cancioneiro popular, um pouco de fado e músicas de raiz de diversas partes do mundo são as linhas com que se cose. Sobre o FMM Sines 2013 O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior acontecimento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal. Em 2013, o festival realiza-se entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição. O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição. Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos seguintes artistas: Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali), Amadou & Mariam (Mali), Hermeto Pascoal (Brasil), Rokia Traoré (Mali), Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia), Rachid Taha (Argélia / França), Lo’Jo (França), Asif Ali Khan & Party (Paquistão), Baloji (R. D. Congo / Bélgica), DakhaBrakha (Ucrânia) e Akua Naru (EUA). O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines»

01 Abril, 2013

World Music - Calendário de Concertos

Através deste blog já têm sido anunciadas algumas novidades do FMM de Sines e do Festim. Mas há ainda mais alguns nomes da world music (e áreas aparentadas, com passagens e contaminações da world via reggae, rock, jazz e folk malandra) a vir aí... A nossa selecção: Abril Dia 5, Astrakan Project, Centro de Artes, Sines Dia 10, Marcelo Camelo, Teatro Tivoli, Lisboa Dia 14, Márcio Faraco, LX Factory, Lisboa Dia 18, Dave Holland & Pepe Habichuella Flamenco Quintet, Casa da Música, Porto Dia 20, BossaCucaNova, LX Factory, Lisboa Dia 21, Ensemble Al-Kindî, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa Dia 25, Amadou & Mariam (na foto, de Marie Dagnaux), Coliseu dos Recreios, Lisboa Dia 27, Edgard Scandurra, LX Factory, Lisboa Maio Dia 3, Rhythm Yatra, Museu do Oreinte, Lisboa Dia 5, Os Violoncelinhos & Nancy Vieira, Centro Cultural de Belém, Lisboa Dia 10, Motion Trio, Centro Cultural de Belém, Lisboa Dia 10, Gogol Bordello, Queima das Fitas, Coimbra Dia 11, Gogol Bordello, Queima das Fitas, Porto Dia 18, Grand Union Orchestra/Troca de Raízes, Museu do Oriente, Lisboa Dia 23, Groundation, Coliseu dos Recreios, Lisboa Dia 25, Vicente Amigo, Coliseu, Porto Dia 26, Vicente Amigo, Coliseu dos Recreios, Lisboa Dia 26, Amjad Ali Khan Trio, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa Dia 28, Dead Can Dance, Coliseu dos Recreios, Lisboa Dia 30, Dead Can Dance, Optimus Primavera Sound, Porto Junho Dia 5, Carmen Linares, Centro Cultural de Belém, Lisboa Dia 22, Che Sudaka, Cerrada do Bailão, Angra do Heroísmo Dia 28, Maria Rita, Pavilhão Rosa Mota, Porto Dia 26, UB40, Campo Pequeno, Lisboa Dia 29,Alborosie, G. Love, Orlando Santos, Rebelution e Dub Inc, Summer Fest, Ericeira Dia 29, UB40, Praia do Areinho, Vila Nova de Gaia Julho Dia 12, Vampire Weekend, Dead Combo e Edward Sharpe & The Magnetic Zeros (oh pá, deixem-me lá ser ecléctico e gostar destas coisas!) Optimus Alive, Oeiras Dia 14, Of Monsters and Men e Band of Horses (bis, bis, bis!), Optimus Alive, Oeiras Dia 26, Capagrilos, Niamh Ni Charra e Cristina Pato, Festival Folk/Celta de Ponte da Barca Dia 27, Né Ladeiras, Gaiteiros de Lisboa e Melech Mechaya, Festival Folk/Celta de Ponte da Barca Agosto Dia 14, Bombino e Alabama Shakes, Festival de Paredes de Coura Dia 16, Calexico, Festival de Paredes de Coura Setembro Dia 3, David Byrne & St. Vincent, Coliseu dos Recreios, Lisboa Dia 4, David Byrne & St. Vincent, Coliseu, Porto

27 Março, 2013

Lo'Jo, Baloji e DakhaBrakha no FMM de Sines

Venham eles: «Lo’Jo, Asif Ali Khan, Baloji, DakhaBrakha e Akua Naru no FMM Sines As novas confirmações do programa do FMM Sines 2013, todas estreias no festival, chegam de quatro continentes. Da Europa, está confirmado Lo’Jo, um dos grupos “clássicos” das músicas com raízes na tradição, e o quarteto folk ucraniano DakhaBrakha (na foto de Vadym Kulikov). Da Ásia chega o “qawwali” do paquistanês Asif Ali Khan, herdeiro do mestre Nusrat Fateh Ali Khan. Os dois representantes do hip-hop confundem as divisões continentais: Baloji é um congolês que cresceu na Bélgica e Akua Naru uma norte-americana de origens ganesas a viver na Alemanha. Lo’Jo (França) Lo’Jo é um dos grupos mais prestigiados das músicas do mundo. Criado em 1982, em Angers, no departamento de Maine-et-Loire, uma região francesa sem uma música tradicional fortemente característica, criou raízes no mundo inteiro. Liderado pelo poeta e cantor Denis Péan, com Richard Bourreau (violino), Kham Meslien (baixo / contrabaixo), Baptiste Brondy (bateria) e das irmãs berberes Yamina e Nadia Nid El Mourid (voz), comunica numa babel de estilos, estéticas e imaginários. O seu processo criativo tem duas fases: a viagem e o recolhimento. No Sahara (onde ajudou a organizar o primeiro Festival do Desert, em 2001, e a lançar a carreira internacional dos Tinariwen), no Cáucaso, na Austrália, no Nepal, em viagens um pouco por todo o mundo, encontram os sons, os instrumentos, as experiências e os amigos que depois transformam em discos como “Cinéma el Mundo”, gravado numa velha quinta perto de Angers, uma mistura de comuna e utopia musical. Lançado em 2012, este 13.º álbum dos Lo’Jo, produzido por Jean Lamoot, e com a colaboração, entre outros, de Robert Wyatt, estará em destaque na estreia de Lo’Jo em Sines. Estão nomeados na categoria “melhor grupo” dos prémios Songlines 2013. Asif Ali Khan & Party (Paquistão) Nascido em 1973, Asif Ali Khan é um dos principais herdeiros do mestre da música “qawwali”, Nusrat Fateh Ali Khan, de que foi um dos mais notáveis alunos. Conhecido pela sua capacidade de reinvenção de um género de música de transe em que o extático e o meditativo se confundem, Asif é um dos cantores mais respeitados do Paquistão e um dos embaixadores musicais do país. Inscrita na tradição do sufismo, corrente mística do islamismo, a música “qawwali” utiliza a repetição da palavra (em árabe, “qaul”) dos poetas “inspirados” como forma de fazer o ouvinte sair de si e entrar em estado de graça (o efeito “tarab”). Asif Ali Khan, que esteve programado para o FMM Sines 2008 mas acabou por não poder estar presente, estreia-se no festival em 2013, com a sua Party, uma secção vocal e rítmica de nove elementos que faz o que o nome significa: uma grande e hipnótica festa. Baloji (R. D. Congo / Bélgica) Nos últimos anos, Sines tem sido o local certo para ouvir os sons do Congo – Congotronics e para além de Congotronics. Baloji (“feiticeiro” em swahili) é um congolês da diáspora, nascido no Congo em 1978 mas a viver na Bélgica desde os 4 anos. Na Europa, começou por se interessar pelo hip-hop, tendo integrado, ainda adolescente, o coletivo Starflam. Em 2008, lançou o seu primeiro disco a solo, “Hotel Impala”, com influências de soul e afrobeat. Depois da gravação deste disco, decidiu regressar ao Congo para explorar as suas raízes. O objetivo era produzir uma versão “local” de “Hotel Impala”, mas a riqueza musical que descobriu no seu país de origem levou-o a criar um álbum praticamente novo. “Kinshasa Succursale” (2011), uma edição Crammed Discs, tem colaborações de alguns dos melhores músicos de Kinshasa, incluindo Konono n.º 1 e Zaïko Langa Langa, e regista um encontro entre o fulgor poético do hip-hop e a inventividade rítmica do Congo. Baloji virá a Sines com a sua banda, Orchestre de la Katuba. DakhaBrakha (Ucrânia) Etno-caos, etno-minimalismo, psycho-folk… são muitas as categorizações utilizadas para tentar definir os DakhaBrakha (“dar/receber” em ucraniano antigo). As suas raízes estão nas artes performativas: nasceram em 2004 no teatro Dakh de Kiev e apesar de uma carreira autónoma continuam a ser o seu agrupamento musical residente, colaborando em produções teatrais e de dança. A essência da sua música buscam-na no campo. Grande parte do seu repertório resulta de viagens às pequenas aldeias, para gravar as canções tradicionais cantadas pelas avós que depois incorporam nas suas criações. O folclore ucraniano é a base, mas assumem influências africanas, árabes, búlgaras, húngaras e também de rock independente de variadas expressões. Formado por Marko Halanevych, Iryna Kovalenko, Olena Tsibulska e Nina Garenetska, é um quarteto em que todos cantam e todos tocam uma lista alargada de instrumentos, da darbuka ao didgeridoo, do acordeão ao violoncelo. O seu som inscreve-se na corrente da folk europeia que procura um contínuo entre a força ritualista do folclore do mundo rural do passado e a agressividade da música urbana do presente. Têm quatro discos gravados, o último dos quais “The Khmeleva Project" (2012), com o trio instrumental bielorrusso Port Mone. Esta é a primeira vez que atuam no FMM Sines. Akua Naru (EUA) A rapper Akua Naru é uma das novas vozes do hip-hop norte-americano na sua expressão de maior densidade poética e relação com as várias tradições da música negra. Natural de New Haven, Connecticut, e com origens no Gana, iniciou a carreira em Filadélfia, viajou pela África Ocidental e pela China e atuamente vive na Alemanha. Esta abertura de horizontes está presente num hip-hop em que a força sofisticada do suporte instrumental é ponto de honra, na linha de Blitz The Ambassador, que surpreendeu o público de Sines em 2011, e com quem já trabalhou. Tony Allen, Patrice e Elzhi são outros artistas com quem já colaborou. O hip-hop dos anos 90 e figuras como Lauryn Hill e The Roots são inspirações. Vem a Sines com um disco de originais, “The Journey Aflame” (2011) e um disco ao vivo, “Live & Aflame Sessions” (2012). O seu single “World is Listening”, produzido por JR & PH7, chegou a número 1 dos “charts” das rádios universitárias americanas. Encontra-se a trabalhar no lançamento do seu segundo álbum, “Thought’s Attic”. Estreia-se em Portugal no FMM Sines 2013, acompanhada pela banda DIGFLO. Sobre o FMM Sines 2013 O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior evento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal. Em 2013, o festival acontece entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição. O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição. Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos seguintes artistas: Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali), Amadou & Mariam (Mali), Hermeto Pascoal (Brasil), Rokia Traoré (Mali), Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia) e Rachid Taha (Argélia / França). O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines»

25 Março, 2013

Klezmatics e Rabih Abou-Khalil no Festim

Já começa a compor-se: «Festim chega à 5ª edição e apresenta os primeiros nomes! http://www.festim.pt/ Os norte-americanos The Klezmatics (na foto, de Michael Macioce) e o libanês Rabih Abou-Khalil são os primeiros grandes nomes confirmados da 5ª edição do Festim – festival intermunicipal de músicas do mundo, que decorrerá de 21 de Junho a 26 de Julho de 2013 em cinco municípios vizinhos: Águeda, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Estarreja e Aveiro. O Festim avança para a sua 5ª edição, consolidando o grande palco intermunicipal que a região de Aveiro oferece às músicas do mundo, numa iniciativa da d'Orfeu Associação Cultural em rede partilhada com os 5 Municípios parceiros. Serão 6 fins-de-semana e outros tantos nomes em palco, vindos de diversas partes do mundo. Com um percurso musical à escala do globo, Rabih Abou-Khalil (Líbano) mistura a tradição do alaúde árabe com o fado e a voz apaixonante do português Ricardo Ribeiro, com quem partilhará o palco no Festim 2013. Oriundos do turbilhão multicultural de Nova Iorque, The Klezmatics (EUA) é, para muitos, o mais conceituado grupo de música judaica e klezmer do mundo, uma verdadeira instituição, um nome maior para a galeria deste festival intermunicipal. No seu quinto ano consecutivo, o Festim é uma marca de promoção do território, tanto pela programação ímpar de artistas de projecção internacional, num singular modelo de rede partilhada entre municípios, como pela crescente conquista e fidelização de públicos diversos, numa autêntica celebração da diversidade cultural. O Festim é o único membro português do “European Forum of Worldwide Music Festivals”. Toda a programação estará brevemente disponível em http://www.festim.pt, sítio oficial do festival. O melhor das músicas do mundo vai celebrar-se de 21 de Junho a 26 de Julho, em Águeda, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Estarreja e Aveiro. Vem aí mais um grande Festim! 21 Junho a 26 Julho 2013 | 5ª edição ÁGUEDA * ALBERGARIA-A-VELHA * SEVER DO VOUGA * ESTARREJA * AVEIRO http://www.festim.pt/ http://www.dorfeu.pt/ http://dorfeu.blogspot.com/ http://www.facebook.com/dOrfeuAC»

22 Março, 2013

Pascoal, Taha e Gurtu Confirmados em Sines

Já há mais alguns nomes de peso confirmados para a edição deste ano do FMM de Sines. Confira: «Hermeto Pascoal, Rachid Taha e Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan no FMM Sines 2013 Hermeto Pascoal, o “mago dos sons” que revolucionou o jazz brasileiro, Rachid Taha, o grande rocker com origem no Magrebe, e o projeto conjunto do Trilok Gurtu, um dos maiores percussionistas do mundo, com o pianista arménio Tigran Hamasyan, são as novas confirmações do programa do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2013. Hermeto Pascoal (Brasil) Hermeto Pascoal é uma das maiores figuras da música brasileira, capaz de sintetizar os ritmos tradicionais do país com o jazz, a música do quotidiano e da natureza e a música erudita do passado e do presente. Compositor, arranjador e multi-instrumentista, toca sanfona, flauta, piano, saxofone e muitos outros instrumentos convencionais e não convencionais, como condiz com a história de um músico cujo percurso começou a criar sons na serralharia do avô. Admirado por “imortais” como Joe Zawinul, Gil Evans e Miles Davis (que disse que Hermeto foi o músico mais completo com quem alguma vez trabalhou), é um dos patriarcas da música brasileira mais inventiva e omnívora de influências, desde o folclore e a música popular com que ganhou a vida em casamentos, rádios e clubes noturnos na primeira fase da sua carreira, ao experimentalismo sem pose com que se começou a afirmar no seio do Quarteto Novo, nos anos 60. Conhecido como o “mago dos sons”, pelo seu génio e pela sua figura de personagem de um “Senhor dos Anéis” passado nos trópicos, Hermeto esteve em Sines em 2005 e oito anos depois vai voltar a fazer magia no Castelo. Rachid Taha (Argélia / França) Depois da sua estreia no palco do Castelo em 2007, Rachid Taha, o rocker mais importante com origem no Magrebe, vem ao FMM Sines 2013 apresentar o seu nono disco de originais, “Zoom”, a lançar no dia 25 de março. Produzido pelo inglês Justin Adams, conhecido pelas suas fusões afro-euro-americanas no projeto JuJu (com o qual esteve em Sines no ano passado), o disco conta com colaborações de Mick Jones (ex-Clash), Brian Eno e Femi Kuti, entre outros. O cruzamento da sensibilidade árabe e oriental com a postura rebelde e sem pudores do rock n’roll continua a ser a marca deste pioneiro do “rock n’rai”, nascido na Argélia em 1958 e a viver em França desde os 10 anos. Digno representante da tradição de rockers boémios, interessantes na mesma medida em que são imperfeitos, volta a Sines em 2013 para o que a sua própria produção descreve como um momento redentor da sua carreira, o ano em que o gigante com que já ninguém contava regressa para provar que ainda é o rei. Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia) Considerado por cinco vezes o melhor percussionista do mundo (Critics Poll da revista Downbeat), o indiano Trilok Gurtu é o percussionista total. Embora a sua formação de base seja a tabla indiana e a música do seu país, Trilok é capaz de tocar qualquer objeto produtor de ritmo – de uma bateria a um balde de água – e de penetrar qualquer género de música. Para esta terceira participação no FMM Sines, depois de 2006 e 2007, o seu companheiro é um pianista em ascensão na cena jazz internacional, o arménio Tigran Hamasyan, de apenas 24 anos mas com uma lista de prémios já digna de um veterano. Sobre Tigran, Trilok afirma que toca piano como se tocasse uma raga e chama-lhe, sem temer o peso do que diz, o “próximo Keith Jarrett”. Trilok e Tigran têm várias afinidades de partida: foram ambos crianças prodígio, foram ambos criados em lares de grande cultura musical e são ambos virtuosos com coração. Também têm em comum um projeto musical assente na sintaxe da improvisação jazzística e no léxico das músicas tradicionais. Será essa mistura de liberdade e fecundidade que a sua colaboração irá trazer a Sines. Sobre o FMM Sines 2013 O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior evento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal. Em 2013, o festival acontece entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição. O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição. Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos artistas malianos Amadou & Mariam, Rokia Traoré e Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba. O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines»